No Mês da Visibilidade Trans, o Pheeno joga luz sobre uma conquista que carrega um peso simbólico enorme para a população trans no Brasil. Aos 35 anos, a internauta Aylla Ferraz alcançou, pela primeira vez, um emprego com carteira assinada, após uma longa trajetória marcada por tentativas frustradas e portas fechadas no mercado formal. O marco foi celebrado no dia 26 de dezembro, data em que ela completou um mês de trabalho sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A novidade foi compartilhada pela própria Aylla nas redes sociais, em um vídeo emocionado que rapidamente ganhou repercussão. “Gente, vim dividir com vocês um sentimento muito legal, sabe? Dia 26 agora, eu fiz um mês no meu trabalho e há anos atrás eu venho atrás desse meu sonho, que é trabalhar de carteira assinada, sabe? Confesso pra vocês que quase desisti. Não foi fácil eu, com meus 35 anos, conseguir meu primeiro trabalho de carteira assinada”, disse ela, ao relembrar o percurso atravessado até chegar a esse momento.
No desabafo, Aylla também destacou o impacto subjetivo dessa conquista em sua vida enquanto mulher trans. “Hoje eu me vejo trabalhando de carteira assinada e sabe o que é o melhor? Parece que eu, como trans, eu tô me encaixando na sociedade, sabe, galera? De verdade, eu tô me encaixando, eu tô fazendo parte da sociedade”, afirmou. Ela ainda apontou a exclusão estrutural enfrentada por pessoas trans, ressaltando o quanto é comum que suas identidades sejam vistas como incompatíveis com o trabalho formal.
Ao final do vídeo, Aylla celebrou o momento com gratidão e emoção. “Eu estou muito feliz! Nunca, nunca, nunca que eu imaginava, sabe, tudo isso. Então, é só gratidão. Fiz um mês, gente, dia 26, que luxo, que luxo. E é isso, e estou aqui”, concluiu. A publicação viralizou rapidamente e foi recebida com uma enxurrada de comentários de apoio, reforçando que, em um país que ainda exclui pessoas trans do mercado de trabalho, cada conquista individual também é um ato coletivo de resistência e afirmação.










