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Violência no Centro de SP: casal gay é atacado a facadas na Consolação e polícia investiga motivação homofóbica

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Um casal formado por um médico de 28 anos e um advogado de 27 foi alvo de um ataque violento na noite do último sábado (7), na rua da Consolação, nas proximidades da estação Higienópolis-Mackenzie, na região central de São Paulo. Os dois caminhavam pela calçada quando foram surpreendidos por dois ou três homens. A ação foi rápida e brutal: o médico foi esfaqueado no pescoço e no peito, tendo o pulmão perfurado, enquanto o advogado sofreu ferimentos na cabeça e no pescoço. A Polícia Militar prestou socorro no local e levou o casal ao Hospital das Clínicas, onde o médico faz residência em endocrinologia.

De acordo com informações publicadas pela Folha de S. Paulo, o estado de saúde do médico foi considerado grave no momento do resgate. Ele chegou a perder a consciência e precisou ser internado na UTI, onde permaneceu até a quarta-feira (10), quando foi transferido para um quarto. Apesar da melhora no quadro clínico, ainda não há previsão de alta hospitalar. O advogado recebeu pontos na cabeça e foi liberado após atendimento médico. Com medo de retaliações, os dois pediram para não terem seus nomes divulgados.

Em áudio divulgado pela advogada que representa o casal, o médico relatou que voltava com o namorado de um café na Vila Madalena, onde haviam encontrado amigos, quando o ataque aconteceu logo após deixarem a estação Higienópolis-Mackenzie, perto de casa. Segundo ele, o companheiro foi puxado por trás e, quase ao mesmo tempo, outro homem se aproximou e também o atacou. O médico afirmou que não houve qualquer anúncio de assalto e que tudo ocorreu de forma repentina, sem tempo para entender o que estava acontecendo.

Diante da dinâmica dos fatos e da ausência de motivação aparente, o casal acredita que a agressão possa ter sido motivada por homofobia. Em nota à Folha de S. Paulo, a advogada do casal, Ana Clara Valone afirmou que “não se descarta a hipótese de crime motivado por discriminação, inclusive por orientação sexual”, e que medidas judiciais já estão sendo adotadas para aprofundar as investigações, como a coleta e preservação de imagens e a identificação de testemunhas. O caso é investigado pelo 4º Distrito Policial (Consolação), e a Secretaria da Segurança Pública informou que a equipe segue em diligências, analisando imagens e aguardando laudos periciais para identificar e responsabilizar os envolvidos.