Um casal do Distrito Federal afirma ter sido alvo de homofobia durante a celebração de um casamento familiar na zona rural de Luziânia, em Goiás. Ao g1, José Dyogo Alves e Damon Felismino relataram que as ofensas partiram do próprio padre responsável pela cerimônia e começaram assim que os dois entraram na igreja de mãos dadas. Segundo eles, o religioso passou a fazer comentários direcionados ao casal ao longo da celebração, causando constrangimento entre os convidados presentes.
De acordo com Damon, o momento mais delicado ocorreu durante a homilia, quando o padre falava sobre o sacramento do matrimônio. “Na hora da homilia, [o padre] foi falar sobre o sacramento do matrimônio. Ele disse que o que estava acontecendo hoje em dia era uma desgraça matrimonial, pois não existia matrimônio entre dois homens e duas mulheres. E o que estávamos tentando fazer era uma patifaria, uma desgraça matrimonial. Ele repetiu por duas vezes”, contou ao portal.
Mesmo diante das declarações, o casal decidiu permanecer até o fim da cerimônia para evitar uma situação ainda mais constrangedora para os noivos e demais familiares. José Dyogo descreveu o episódio como um momento de grande tristeza. “Para mim, foi um momento de choque e de profunda tristeza. Eu fiquei até o fim da cerimônia porque eu tinha que ficar, mas com muita dor e tristeza no coração”, relatou. Familiares que estavam presentes afirmam que os convidados ficaram em silêncio e visivelmente constrangidos com os comentários do sacerdote.
Após o ocorrido, José Dyogo e Damon procuraram a Polícia Civil de Goiás, onde registraram um boletim de ocorrência por injúria. Eles também denunciaram o caso à Diocese de Luziânia e ao Ministério Público do Distrito Federal, que agora acompanha a situação. “A gente espera que seja aberta uma investigação contra o padre e que tomem as medidas cabíveis contra isso porque é um crime”, afirma José Dyogo.










