O jornalista Fernando Oliveira, conhecido do público como Fefito, usou as redes sociais neste domingo (30) para fazer um forte desabafo após afirmar que tem sido alvo de homofobia dentro do condomínio onde mora, em São Paulo. Em um vídeo publicado no Instagram, o comunicador relatou episódios de coação e ataques verbais, incluindo ligações no interfone durante a madrugada. Na legenda da publicação, ele resumiu o sentimento diante da situação: “Cansa ser forte. Cansa. Estou exausto. Mas não baixo a cabeça pra esse tipo de preconceito. Sempre bom lembrar: homofobia é crime”.
No vídeo, Fefito contou que os ataques aconteceram sem qualquer contexto de conflito prévio. Segundo ele, na madrugada de sábado (28), por volta de uma da manhã, o interfone de seu apartamento tocou e, do outro lado, um morador sussurrava ofensas, começando por xingamentos direcionados à sua irmã, que participa do grupo do condomínio. “Não houve nenhuma briga no grupo, não tava tendo festa, não tava tendo nada na minha casa”, explicou. Em seguida, o jornalista relata que voltou a ser incomodado e ouviu insultos homofóbicos diretos, como “viadinho” e “bichinha”, o que o fez desligar o aparelho.
Abalado, ele refletiu sobre a motivação por trás dos ataques e a insistência do agressor em perturbá-lo: “Eu fiquei pensando como é que eu posso ocupar um espaço tão grande na vida de alguém pra que uma da manhã essa pessoa se dê o trabalho de me interfonar pra me xingar”. Fefito também afirmou que procurou o síndico do prédio, mas não encontrou, a princípio, uma resposta efetiva, sendo necessário reforçar que a homofobia é crime. Diante da situação, ele revelou já ter acionado sua advogada e que pretende registrar um boletim de ocorrência.
Apesar de ter cogitado deixar o imóvel, o jornalista disse que desistiu da ideia por não querer ceder ao preconceito. Ele ainda mandou um recado direto ao responsável pelos ataques, afirmando saber quem seria o autor, embora ainda não tenha provas. “Que tipo de pessoa seria eu se me acovardasse a essa altura da minha vida?”, questionou. Ao final, Fefito voltou a destacar o desgaste emocional causado pela violência: “É muito triste ter que lidar com isso. E dói muito, cansa muito ser forte. Eu estou exausto”.
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