O ator e cantor Billy Porter chamou atenção ao fazer uma revelação direta e pessoal durante sua participação no documentário do YouTube Finding Fire Island. No relato, ele revisita experiências da juventude e o processo de descoberta da própria sexualidade em um período marcado pela crise da AIDS e pela falta de educação sexual acessível para homens gays.
Porter explicou que, naquela época, a forma como muitos homens se identificavam sexualmente era atravessada pelo medo e pela desinformação em torno do vírus. “Ah, ‘Eu sou ativo’ era uma resposta comum, baseada no medo”, afirmou o artista, ao comentar como existia um estigma em relação ao papel de passivo, frequentemente associado de maneira equivocada a um maior risco de infecção.
Em seguida, ele compartilhou uma experiência pessoal de autodescoberta sexual em meio a esse cenário. “Mas aos 30, eu estava pronto para ser versátil”, disse Porter. Ao longo do documentário, ele também comenta a forma como os encontros aconteciam antes da internet, por meio de revistas e linhas telefônicas, e admite ter participado desse cenário. “Sim. Liguei para algumas acompanhantes da HX [uma revista gay bem conhecida de Nova York]”, contou, em tom de franqueza.
“Sabe, eu era o que vocês consideravam um ativo”, continuou ele. “E eu realmente não sabia para onde ir, e queria um profissional. Então, fui ao HX . E você tinha que passar por uma avaliação por telefone. Eles tinham fotos, mas você tinha que ligar, tinha que conversar. Não era por mensagem de texto. Você tinha que ouvir a voz. Parte do encanto estava na sua voz. Mas eu, sabe, precisei contratar um profissional para me ensinar a ser passivo”, diz Porter, rindo.










