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Benjamín Medrano: primeiro prefeito gay do México e opositor do casamento igualitário é morto a tiros enquanto tomava sorvete

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Benjamín Medrano Quezada, reconhecido como o primeiro prefeito assumidamente gay da história do México, foi assassinado a tiros na última semana enquanto tomava sorvete em Guadalajara, no estado de Jalisco. O político de 59 anos foi atingido por diversos disparos no rosto no dia 7 de julho, segundo informações divulgadas pela imprensa mexicana. A motivação do crime e a identidade dos responsáveis ainda não foram esclarecidas pelas autoridades, que seguem investigando o caso.

Medrano fez história na política mexicana ao ser eleito prefeito de Fresnillo, no estado de Zacatecas, em 2013, tornando-se o primeiro homem abertamente gay a comandar uma prefeitura no país. Após deixar o cargo, ele assumiu uma cadeira como deputado federal na Câmara dos Deputados do Congresso Mexicano, representando o primeiro distrito de Zacatecas. A cidade de Fresnillo publicou uma nota lamentando a morte do ex-prefeito e prestando solidariedade aos familiares e amigos. “Expressamos nossas mais profundas condolências à família e aos amigos, acompanhando-os respeitosamente neste momento de luto e desejando-lhes força diante desta perda irreparável. Descanse em paz”, declarou o município.

Antes de ingressar oficialmente na política, Medrano também construiu uma trajetória ligada à música, gravando álbuns de baladas e música ranchera. Em 1994, chegou a fundar um bar voltado ao público gay, experiência que marcou sua aproximação com a comunidade LGBTQIA+. Sua carreira política começou em 1995, quando foi eleito vereador em Zacatecas, até alcançar o cargo de prefeito anos depois. Apesar de ser uma figura pública assumidamente gay, Medrano também protagonizou declarações controversas ao longo da carreira por se posicionar contra pautas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a adoção por casais LGBTQIA+ e as paradas do orgulho.

O político também enfrentava acusações judiciais. Em 2022, foi denunciado por suposto desvio de recursos públicos durante sua passagem como presidente do Conselho Curador da Feira Nacional de Zacatecas, em 2019. A acusação apontava um possível prejuízo superior a 60 milhões de pesos mexicanos. Um mandado de prisão chegou a ser emitido após ele não comparecer a uma audiência, mas o procurador-geral de Zacatecas afirmou que a ordem teria sido anulada em 2025. Familiares de Medrano alegavam que as acusações de fraude tinham motivação política. Até o momento, as autoridades não confirmaram se o assassinato tem relação com as investigações ou com sua atuação pública.