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Com prejuízo de R$ 100 mil, boate LGBTQIAPN+ do DF cria vaquinha após quarto roubo em pouco mais de um ano

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A P House, primeira boate declaradamente LGBTQIAPN+ de Samambaia, no Distrito Federal, pode não voltar a abrir as portas após ser alvo do quarto roubo em pouco mais de um ano de funcionamento. O crime mais recente aconteceu entre os dias 31 de julho e 4 de agosto e deixou um prejuízo estimado em R$ 100 mil. Parte da ação foi registrada pelas câmeras de segurança da casa, que mostram os criminosos circulando pelos ambientes e retirando equipamentos. As imagens já estão sendo utilizadas na tentativa de identificar os responsáveis. Para acessar o espaço, os suspeitos arrombaram portas e janelas e destruíram parte da estrutura de segurança.

Entre os itens roubados ou danificados estão dois televisores, de 85 e 75 polegadas, caixas de som profissionais JBL, mesas de som, microfones, três notebooks, dois micro-ondas, três air fryers e dois totens de autoatendimento. Também foram levados cerca de 40 metros de fio PP, 22 refletores, duas controladoras profissionais, dos modelos DDJ e XDJ, além de câmeras e outros equipamentos do sistema de segurança e uma fechadura eletrônica. Portas de ferro, uma porta de vidro e janelas também foram danificadas. O valor calculado pela equipe considera não apenas os equipamentos perdidos, mas também os estragos provocados na estrutura e tudo o que será necessário para que a boate consiga voltar a funcionar.

“Ficamos completamente sem chão, inseguros, com medo, frustrados e sem esperança”, afirma o produtor Petter Rogs, responsável pela P House. Segundo ele, a situação é especialmente dolorosa porque este não foi um caso isolado: a casa, que está em funcionamento há cerca de um ano e dois meses, já foi roubada quatro vezes. Petter também reclama da demora no atendimento policial após a ocorrência. “É muito doloroso ver tudo o que construímos com tanto esforço sendo destruído dessa maneira, enquanto sentimos que não estamos recebendo a proteção e o suporte necessários”, desabafa. Criada como um espaço de acolhimento e diversão para a população LGBTQIAPN+ de Samambaia e de outras cidades satélites, a P House também se tornou uma alternativa para quem não quer ou não consegue se deslocar até o Plano Piloto. A casa funciona de quarta a domingo, das 20h às 5h, com ambientes de karaokê e balada, além de bar, fumódromo e darkroom.

Sem condições de assumir sozinha um novo prejuízo desse tamanho, a equipe lançou uma vaquinha para tentar reconstruir a boate e manter as despesas enquanto a reabertura não acontece. A arrecadação será destinada ao pagamento de funcionários, aluguel, água, energia e internet, além da reconstrução do sistema de segurança, instalação de novas câmeras, portas e fechaduras, compra de equipamentos, contratação de artistas, divulgação e reposição de bebidas e outros produtos. A equipe também precisa continuar pagando o empréstimo utilizado para abrir a casa e afirma que, depois de quatro roubos, conseguir um novo crédito se tornou ainda mais difícil. A situação acontece em um momento delicado para a noite LGBTQIAPN+ do Distrito Federal, que nos últimos anos perdeu espaços conhecidos como Victoria House, Putz e Bardot. “Apesar de tudo, ainda queremos continuar trabalhando e lutando. Nosso maior desejo é conseguir nos reerguer e manter vivo tudo o que construímos para a comunidade”, afirma Petter.

 

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