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Criador de conteúdo viraliza ao relatar como passou a ser tratado por gays após deixar de ser gordinho: “Comecei a ser incluído”

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Um relato pessoal do comunicador e criador de conteúdo Luiz Otávio Crisóstomo sobre corpo, desejo e pertencimento entre homens gays viralizou nas redes sociais. No vídeo, Crisóstomo conta que hoje tem, segundo sua própria percepção, um corpo padrão, mas que já foi gordinho, e compartilha reflexões sobre as mudanças que percebeu na forma como passou a ser tratado depois de transformar a própria aparência.

Segundo Crisóstomo, a transformação corporal fez com que ele passasse a ter acesso a espaços e grupos dos quais anteriormente se sentia excluído. “Quando eu comecei a transformar o meu corpo, eu comecei a ser convidado pra grupos dos quais antes eu era excluído”, relatou. A experiência, que inicialmente representou uma espécie de realização pessoal, também trouxe desconforto quando ele percebeu que algumas das pessoas que passaram a incluí-lo eram as mesmas que, segundo ele, anteriormente o ignoravam. “Eu só tava sendo incluído por causa de uma mudança superficial no meu corpo”, afirmou.

Ao longo do vídeo, o criador também relaciona a própria aparência à maneira como lidava com vulnerabilidade e relacionamentos. Ele conta que, quando estava acima do peso, adiava encontros e relacionamentos na expectativa de um dia se sentir mais seguro com o próprio corpo. Depois de conquistar o físico que desejava, porém, percebeu uma mudança no comportamento. “Eu comecei a querer ser desejado pelo meu corpo”, disse. Para ele, as duas situações acabavam funcionando como formas diferentes de evitar a exposição emocional. “O medo de ser vulnerável”, resumiu. Luiz Otávio ainda falou sobre como passou a enxergar o próprio corpo como uma espécie de “ferramenta sexual” e relatou ter levado a aparência a extremos em diferentes momentos.

Outra reflexão apresentada por ele diz respeito à insatisfação corporal e à busca constante por validação. Na visão do criador, quando a autoestima passa a depender da aparência, a sensação de nunca estar suficientemente satisfeito pode permanecer mesmo depois de alcançar o físico desejado. “Quando você não é padrão, você sonha em ficar. Quando você chega lá, meio que você começa a lutar pra não perder aquilo”, afirmou. No fim do relato, Luiz Otávio também questiona a ideia de que apenas corpos musculosos seriam considerados atraentes entre homens gays e conta que, apesar de ter perseguido esse padrão para si, esse não é necessariamente o tipo de corpo que procura em um parceiro. “Talvez nem todo mundo esteja buscando um corpo super musculoso”, refletiu.