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Vivendo com HIV há 19 anos, Billy Porter aconselha recém-diagnosticados com o vírus: “Você é suficiente, exatamente como você é”

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Billy Porter relemborou o momento em que decidiu quebrar o silêncio sobre o diagnóstico de HIV que recebeu em 2007. O ator e cantor levou 14 anos para falar publicamente sobre o assunto, principalmente por causa da vergonha que sentia em relação à própria condição. Entre os maiores receios estava contar à mãe, já falecida, que vivia com o vírus. “Não é fácil — você só precisa escolher a esperança”, afirmou Porter ao refletir sobre o período em uma nova entrevista à Future Personal Health.

A decisão de tornar sua história pública ganhou força após o sucesso de “Pose”, série em que interpretou Pray Tell, personagem que também vivia com HIV. Enquanto escrevia sua autobiografia, Porter percebeu que esconder o diagnóstico já não fazia sentido e decidiu transformar sua experiência em uma forma de combater o estigma. Em 2021, ele revelou que vivia com HIV e contou que, antes de falar sobre o assunto publicamente, telefonou para a mãe para compartilhar a notícia. “Você é suficiente, exatamente como você é”, declarou o artista ao falar sobre o impacto que um diagnóstico pode ter na vida de uma pessoa.

Porter também aproveitou a entrevista para reforçar que os avanços no tratamento do HIV mudaram profundamente a realidade de quem vive com o vírus. Com acompanhamento médico e tratamento adequado, é possível alcançar a carga viral indetectável e, nesse estado, o HIV não é transmitido por via sexual. Ainda assim, o ator aponta que o preconceito permanece como um dos principais desafios. “A maior barreira ainda é o estigma, a falta de informação”, afirmou. “Essa mentalidade americana de ‘Gostamos de fingir que isso não aconteceu e que vai simplesmente desaparecer’. Não desaparece. Agrava-se e volta pior do que nunca.”

Ao falar sobre o combate ao preconceito, Porter também criticou os cortes de verbas destinados a políticas relacionadas ao HIV e defendeu que o tema continue sendo discutido abertamente. “Silêncio é igual a morte”, disse, citando o histórico lema do ACT UP. “Eu nunca ficarei em silêncio sobre nada disso — HIV ou qualquer outra coisa. Não é do meu feitio. Não entendo como não estar presente. Não entendo como não me envolver com o mundo e com a luta.” O artista poderá ser visto em breve nos cinemas em “Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita”, que estreia em 20 de novembro de 2026.