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Rick Azevedo chega à Câmara com 191 mil votos após ganhar projeção na luta contra a escala 6×1

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A trajetória de Rick Azevedo até o Congresso Nacional passa longe dos caminhos tradicionais da política. Aos 32 anos, o tocantinense que chegou ao Rio de Janeiro e trabalhou como auxiliar de serviços gerais, frentista, vendedor e balconista de farmácia acaba de dar um salto expressivo na vida pública: eleito deputado federal pelo PSOL-RJ nas eleições deste domingo (4), ele recebeu 191.371 votos e terminou com a segunda maior votação entre os parlamentares eleitos pelo estado.

A projeção nacional de Rick começou ainda antes de sua estreia eleitoral. Em 2023, vídeos publicados nas redes sociais em que questionava a rotina de trabalhadores submetidos à escala 6×1 viralizaram e deram origem ao movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que passou a defender a redução da jornada e o fim do modelo que prevê seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso. A pauta ganhou adesão em diferentes partes do país e também impulsionou sua entrada na política institucional. Em 2024, Rick foi eleito vereador do Rio de Janeiro com 29.364 votos, em sua primeira disputa eleitoral.

Agora, dois anos depois, a pauta que o tornou conhecido nas redes sociais chega com ele à Câmara dos Deputados. A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou novo impulso nesta semana, depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou para esta terça-feira (6) o debate da PEC 221/2019, que prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso. A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ainda precisa ser analisada em dois turnos pelo plenário.

A ascensão de Rick também chamou a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante um evento realizado neste ano, o presidente citou a trajetória do parlamentar eleito e afirmou que, caso a redução da escala 6×1 seja aprovada, a nova legislação poderia receber o nome de Rick Azevedo. Natural de Taipas, no Tocantins, o futuro deputado se declara ao Tribunal Superior Eleitoral como homem preto, gay e solteiro, com ensino superior incompleto. Para a campanha de 2026, declarou patrimônio de R$ 54 mil e recebeu cerca de R$ 947,7 mil em recursos, dos quais R$ 918,6 mil vieram do fundo partidário.