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Jovem gay afirma ter sido agredido por motorista de ônibus em terminal de Sorocaba após ofensa homofóbica

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Um operador de caixa de 26 anos denunciou ter sido agredido após procurar atendimento para solicitar a segunda via do vale-transporte em um terminal de ônibus de Sorocaba, no interior de São Paulo. Guilherme de Oliveira Faria afirma ter sido hostilizado por funcionários e, posteriormente, atacado por outros três homens. Ele suspeita que a violência tenha sido motivada por homofobia. O episódio aconteceu em 20 de outubro e foi registrado em boletim de ocorrência. “Ninguém que sai de casa buscando uma vida melhor merece passar por isso”, desabafou o jovem, que compartilhou seu relato nas redes sociais.

Segundo Guilherme, ele embarcou em um ônibus da linha 11 – Manchester/Ipiranga e explicou ao motorista que precisava chegar ao terminal para solicitar a segunda via do benefício, perdido anteriormente. Com documentos que comprovavam a solicitação, foi autorizado a seguir viagem na parte dianteira do veículo. Ao desembarcar, porém, afirma ter sido abordado de maneira agressiva por outro funcionário, que teria se recusado a ouvir suas explicações. “Tentei me explicar, mostrar para ele diversas vezes o documento da solicitação que eu tinha, mas em nenhum momento ele quis me ouvir”, relatou. Ainda segundo o operador de caixa, o funcionário teria dito que, se ele não tivesse dinheiro para pagar a passagem, deveria procurar uma assistente social.

A situação teria se agravado quando Guilherme seguiu em direção ao escritório e parou para ir ao banheiro. Ele afirma que o motorista e o outro funcionário foram atrás dele e começaram a proferir ofensas. “Eles me coagiram lá dentro, começaram a me xingar e a discussão foi ficando cada vez mais forte. Assim que eu saí, ele foi atrás de mim e me deu uma ombrada”, contou. De acordo com o boletim de ocorrência, outros três homens, que não trabalhavam no terminal, se aproximaram e passaram a agredi-lo com socos. Duas funcionárias intervieram e ajudaram a interromper a violência. Guilherme também afirmou que uma testemunha relatou ter ouvido o motorista chamá-lo de “viado”. “Eu só queria resolver e sair dali, fugir”, disse. Uma das funcionárias que o acolheu teria afirmado que a situação não se tratava apenas de uma discussão sobre o vale-transporte, mas também de sua orientação sexual.

Após o episódio, Guilherme solicitou cinco dias de afastamento do trabalho para cuidar da saúde mental e começou a receber acompanhamento psicológico. Procurada, a Urbes informou que está apurando o caso e colaborando com as autoridades por meio do fornecimento de dados e imagens que possam contribuir com a investigação. A empresa declarou repudiar “qualquer ato de agressão, hostilidade ou discriminação” e afirmou ter cobrado das operadoras de transporte que todos os passageiros sejam tratados com respeito e segurança. Questionada sobre a presença de agentes de segurança no terminal, a Urbes informou que o local conta com patrulhamento da Guarda Civil Municipal (GCM), mas que a equipe não constatou a ocorrência no momento dos fatos. Após o episódio, a vigilância foi reforçada. A suspeita de homofobia deverá ser apurada pelas autoridades responsáveis.

 

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