Home Destaque Igreja evangélica de Brasília reúne fiéis em oração após muro ser pichado...

Igreja evangélica de Brasília reúne fiéis em oração após muro ser pichado com “Deus é gay”; caso é levado ao Ministério Público

6

A igreja evangélica Núcleo da Fé, localizada no bairro Noroeste, região nobre de Brasília (DF), teve o muro de sua sede pichado com as frases “fascistas” e “Deus é gay”. O episódio aconteceu após as eleições e provocou uma reação da comunidade religiosa, que se reuniu em frente ao local para realizar uma oração no último domingo (1º). A manifestação também ganhou repercussão nas redes sociais, onde a instituição publicou um posicionamento sobre o ocorrido.

Em comunicado, o perfil oficial da igreja afirmou que os fiéis não pretendem interromper as atividades por causa da pichação. “Permanecemos firmes na fé, com a certeza de que Deus continua agindo neste lugar”, declarou a instituição. A publicação também informou que os religiosos oraram pelo bairro e até mesmo por quem realizou a intervenção no muro. “O Noroeste é do Senhor. Seguiremos anunciando Jesus, servindo à nossa comunidade e orando por cada vida, inclusive por quem praticou esse ato”, acrescentou.

O caso também chegou ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Nesta terça-feira (3), o deputado distrital Pastor Daniel de Castro (PP) protocolou uma notícia de fato junto ao Núcleo de Enfrentamento à Discriminação (NED), solicitando que o episódio seja investigado. Para o parlamentar, as inscrições representam uma ofensa à liberdade religiosa. Ele argumentou que as mensagens “ridicularizam a divindade cultuada pela congregação e atribuem aos fiéis uma pecha política”, defendendo que o contexto e o local onde foram escritas devem ser considerados na apuração.

Entre as possíveis infrações mencionadas pelo deputado estão discriminação ou preconceito religioso, ultraje a culto, pichação de edificação urbana e dano. O episódio também envolve o posicionamento político do líder da congregação, pastor Ibi Batista, filiado ao Novo, que concorreu ao cargo de suplente de senador na chapa encabeçada por Sebastião Coelho, nas últimas eleições. A candidatura terminou sem eleição. Até o momento, não há informação sobre a identificação dos responsáveis pela pichação.