
Um casal gay foi encontrado morto dentro do banheiro da casa em que vivia há cerca de três meses no bairro de Campinas de Pirajá, em Salvador, nesta quinta-feira (25/04). Os corpos do estudante Josenildo da Silva Paiva, de 18 anos, e do namorado, o cozinheiro Fábio de Jesus, de 35, foram encontrados de cueca no cômodo da casa.
Peritos da polícia acreditam que, no momento dos disparos, as vítimas estavam no quarto e correram para o banheiro da casa, onde foram mortos. O portão da residência foi atingido com tiros e especula-se que diversas munições foram utilizadas no crime. A autoria e motivação do crime estão sendo investigadas pela Polícia Civil e ainda são desconhecidas. Ao “Correio 14 Horas”, o delegado Líbio Braga declarou que nenhum homicídio acontece na região sem a permissão do líder da facção criminosa da área.
Fábio e Josenildo haviam se mudado para o local havia pouco mais de três meses. Eles estavam juntos tinha quase dois anos, mas moravam em outra rua, de acordo com Francisca, que também vive na rua onde ocorreu o crime.
Homofobia?!
A mãe de Josenildo, Francisca Alves da Silva, 45 anos, disse que não entende o que motivou a morte do filho e do companheiro dele. Para ela, o crime não foi motivado por homofobia. “Para ser sincera, não sei nem o que dizer. Não estou descrente, mas não posso falar nada. Mesmo que a justiça seja feita, meu filho não vai voltar”, concluiu a dona de casa em entrevista para “A Casa”.
Já Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), acredita que o crime tenha uma conotação homofóbica. “A gente compreende que todo caso caso que envolve LGBT sempre tem uma conotação de homofobia devido a uma cultura que considera essas pessoas como indivíduos de segunda categoria”, disse.










