Karol Conká afirma: “Sempre soube que era bi, desde pequena”

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Karol Conká é capa da próxima edição da revista TPM, juntamente com a atriz Maria Ribeiro. A dupla posou para ensaio fotográfico e falou abertamente sobre sexualidade. “Eu sempre soube que era bi, desde pequena. Não namorei, mas já fiquei, transei”, conta a rapper de 29 anos. “Na minha cabeça, acho que não conseguiria namorar mulher. Vou emprestar a frase da Maria aqui: ‘Acho que ainda não achei a mulher certa!'”, completa.

A entrevista foi em clima de bate-papo, daqueles bem francos, e ainda abordou assuntos como fama, racismo, filhos, antidepressivos e muito mais. Confira os melhores momentos abaixo:

Monogamia…
Karol Conká: Sabia que já tentei ter um relacionamento aberto com um antigo namorado? Mas, no fundo, queria que fosse aberto só pra mim! Assumo: sou egoísta, teria um relacionamento aberto se fosse só eu ficando com outras pessoas [risos].

Fama…
Karol Conká: Venho me preparando pra fama há anos. Botei aparelho aos 16 porque sabia que um dia ia ficar famosa e queria estar com sorriso lindo na televisão. Tipo: louca. Claro que tem coisas que me irritam: em qualquer lugar que eu vá parece que tenho que dar entrevista, dizer qual o segredo do meu sucesso, como se tivesse um. E, se eu falar que não estou a fim, dizem que não sou humilde. É louco como te querem disponível o tempo todo.

Rap ou Pop?!
Karol Conká: Na verdade, eu sempre fui pop. Conheci o rap com 16 anos, mas era totalmente diferente da turma. Tentava me encaixar e me inteirava do “que não pode”. Mas tudo que não podia era bem o que eu gostava. Me esforcei pra fazer uns raps mais sérios… Só que teve um momento que me libertei, assumi meu jeito colorido e gritei: isso é rap também. Raspei o cabelo, pintei de rosa, fui pro Japão, comprei umas roupas loucas… Na volta, comecei a ser chamada de fashionista [risos]. Desde pequena me falam: “Você acha que é tudo oba-oba, que tudo é festa?”. Sim! Tudo é festa! E eu gosto que todos os momentos sejam felizes e que dê pra curtir.

Relação com sua terra natal, Curitiba…
Karol Conká: Sempre fui um escândalo naquela cidade. Mas hoje todo mundo faz festa. É louco encontrar algumas das meninas que 
andavam comigo. Tem uma que tá com seis filhos, e falou: “Eu realmente estou vivendo a vida que você falava que não queria”. Sou reconhecida até nos lugares de playboy onde não era bem tratada. E eu faço questão de voltar nesses lugares para ver qual vai ser.

Racismo…
Karol Conká: Estive na creche onde eu sofria preconceito. Depois de falar sobre todo preconceito que sofri por parte dos professores, teve gente me escrevendo e me parando pra dizer: “Sou professor e nunca faria isso”. Não mudou. Tenho uma priminha de 13 que está na escola ouvindo xingamentos mais evoluídos. Quando um negro fica famoso, com dinheiro, ele não é negro, é sortudo. É assim que a gente aprende. Virei uma “negra branca”. Fui conhecer o mar com 11 anos com uma amiga que era classe média. Ela era filha única, o pai tinha morrido, e foi pra fazer companhia pra ela que acabei indo pra praia. Um dia, fiquei cansada e deitei na rede, aí ela falou: “Vem brincar agora! Você tá aqui pra me servir”. Lembro direitinho, ela falou: “É igual na época dos escravos”. Digamos que isso não acontece mais.

Confira fotos do ensaio para a TPM…

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Apaixonado por Comunicação, Marcelo Haubrich é editor do Pheeno e também responsável pelo marketing e redes sociais do site! Além disso, o carioca de 25 anos acumula diversas funções na noite brasileira: designer, produtor, DJ, entre outras.

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