Fefito é ameaçado de morte por ser gay e desabafa: “Não vou ter medo”

O jornalista Fernando Oliveira, mais conhecido como Fefito, passou por um susto nesta sexta-feira (29/09). Homossexual assumido, o apresentador do programa “Estação Plural” foi ameaçado de morte pelo simples fato de ser gay. Na mensagem, o criminoso diz que dará tiros nele com uma arma calibre 38.

“Eu já anotei todos os seus horários e irei descarregar o meu 38 [arma] em ti. Odeio viados, são promíscuos e um poço de AIDS. Não adianta fingir ou se esconder (muito menos abrir B.O.) eu sou inimputável e iriei fazer esse ato santo”, diz um trecho com a ameaça, encaminhada via e-mail para o jornalista.

Sem medo de expor, Fefito publicou um desabafo em seu Instagram. “A sensação de ler um ataque tão cruel é de dormência. De querer acreditar que a vida não tá mesmo em risco e vai seguir acontecendo. Que tudo é pegadinha”, escreveu. Ainda na publicação, o apresentador deixou claro que vai tomar providências sobre o caso.

“Eu vou pedir punição a quem promove o terror. A quem tirou o sossego da minha mãe. Pegadinha ou vida real, não se ameaça ninguém de morte. E eu não vou ter medo”, continuou. “Eu não vou varrer minha vida pra baixo do tapete. Eu vou estar atento e forte. E a cada dia mais orgulhoso de quem sou. Minha vida vale muito. E a sua também. O ódio de ninguém não vai parar o amor em meu coração. Sejamos firmes!”.

Confira

Hoje fui ameaçado de morte. Alguém me mandou uma mensagem dizendo que sabe de todos os meus horários, que vai descarregar um 38 em mim por um único e simples fato: eu sou gay. A sensação de ler um ataque tão cruel é de dormência. De querer acreditar que a vida não tá mesmo em risco e vai seguir acontecendo. Que tudo é pegadinha. Mas aí eu lembro que não era pegadinha apanhar no colégio por ser afeminado. Não era pegadinha ter fotos suas espalhadas com “viado” escrito na testa e batom passado na boca. Não era pegadinha acordar com medo de apanhar. Não era pegadinha ter de fugir de gente me perseguindo na rua. Não é pegadinha o Brasil ser o país que mais mata LGBTs em todo mundo. Não é pegadinha a expectativa de vida das mulheres trans ser de 35 anos. Não é pegadinha. É nossa vida. Nossa realidade. Todo dia. Toda hora. A gente vive com medo. Por mais conforto que uma – pequena -parcela da população LGBT tenha, ela também vive com medo. De ser excluído pela família, de ter seu amor escondido, de apanhar. De morrer. Por mais que esse país seja formado por pessoas que insistem que não existe homofobia (nenhum hetero morre por ser hetero, hellooooo!), por mais que a homofobia não seja criminalizada, por mais que as investigações raramente deem em algo, eu vou atrás de meus direitos. Eu vou pedir punição a quem promove o terror. A quem tirou o sossego da minha mãe. Pegadinha ou vida real, não se ameaça ninguém de morte. E eu não vou ter medo. Eu não vou varrer minha vida pra baixo do tapete. Eu vou estar atento e forte. E a cada dia mais orgulhoso de quem sou. Minha vida vale muito. E a sua também. O ódio de ninguém não vai parar o amor em meu coração. Sejamos firmes! 💪🏻🌈🏳️‍🌈

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 22 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!