Mulher com câncer é vítima de homofobia ao ser confundida com homem gay

Com o cabelo curto em decorrência do tratamento de quimioterapia contra o câncer de mama, a educadora Deborah Lourenço, de 31 anos, foi vítima de ofensas homofóbicas e agressões no centro do Rio de Janeiro, na manhã do último sábado (24/11). O episódio ganhou notoriedade por meio de uma publicação do marido de Deborah no Facebook.

Após deixar mais uma sessão da quimioterapia, acompanhada da mãe, a vítima se dirigia de Botafogo, na Zona Sul da cidade, sentido à região central, onde pretendia fazer compras de natal. Ao estacionar na Presidente Vargas, um guardador de carros passou a xingá-la e empurrá-la por acreditar que Deborah era um homem homossexual. “Ele começou a gritar: ‘É vinte! É vinte!’ Entendi que ele queria que eu desse R$ 20 para estacionar o carro ali. Eu ia começar a explicar que já havia acertado com o primeiro guardador, mas nem tive tempo – ele passou a me xingar: ‘Viadinho! Filho da p(*)! Viadinho de m(*)!’. Logo em seguida, estufou o peito, cresceu para cima de mim e passou a me empurrar”, disse Deborah em entrevista ao G1.

“Eu não acreditava no que estava acontecendo, fiquei chocada. Só conseguia recuar para tentar não ser atingida. Nesse instante, o primeiro guardador entrou na minha frente e conteve o agressor. Corri para dentro do carro e pedi para que minha mãe nos tirasse dali logo”, continuou. “Eu fiquei sem entender, de verdade. Eu não sou lésbica, nem transsexual. Mas, e se eu fosse? Com que direito alguém pode vir te agredir pela sua orientação sexual?”, questionou. O autor da agressão infelizmente não foi identificado.

Confira o desabafo completo do marido de Deborah

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 22 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!