Mãe acusada de matar filho por homofobia é condenada a 25 anos de prisão

A gerente de compras Tatiana Ferreira Lozano Pereira foi condenada, nesta quinta-feira (28/11), pelo tribunal do júri, a 25 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pela morte do filho Itaberli Lozano, de 17 anos. Ele foi espancado, esfaqueado e teve o corpo queimado, em dezembro de 2016, em Cravinhos (SP). Em depoimento, Tatiana afirma que “não aguentava mais”, pois ele “usava drogas e levava homens para casa”.

Os jurados também condenaram Victor Roberto da Silva, 21, e Miller da Silva Barissa, 20, acusados de participarem do plano para matar o jovem, a 21 anos e oito meses de reclusão. Assim como a defesa de Tatiana, as defesas de Victor e Miller informaram que também irão recorrer das sentenças proferidas. O padrasto de Itaberli, Alex Canteli Pereira, que seria julgado por ter participado do incêndio do corpo e depois na ocultação do cadáver, foi dispensado do júri porque o advogado renunciou a defesa dele, alegando conflito de interesses. Ele será julgado em novo agendamento, em data vindoura.

Os réus começaram a ser julgados na terça-feira (26/11), no Fórum de Ribeirão Preto (SP). O júri foi presidido pela juíza Marta Rodrigues Maffeis Moreira. No primeiro dia, 20 testemunhas foram ouvidas, além dos quatro acusados. Tatiana foi acusada de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

O CRIME

Itaberli havia passado a morar com a avó depois de ser agredido pela mãe, mas ela o atraiu à sua casa com o pretexto de fazer as pazes. No imóvel, com a ajuda dos outros dois condenados e de um adolescente de 16 anos, ela submeteu o filho a uma sessão de espancamento e depois o golpeou com facadas no pescoço. Após constatar a morte, Tatiana pediu ajuda ao marido, padrasto de Itaberli, para se livrar do corpo. O cadáver do filho foi levado a um canavial e incendiado.

Tatiana só notificou a polícia sobre o desaparecimento de Itaberli oito dias depois do crime. Foi necessária perícia para a identificação do corpo parcialmente carbonizado. Durante o processo, o Ministério Público sustentou que o crime tinha sido motivado por homofobia, pois a mãe não aceitava a condição do filho de ser homossexual.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 22 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!