Karol Eller diz que agressão sofrida não foi motivada por homofobia: “Não bateu em mim somente por isso”

A youtuber Karol Eller, conhecida por se posicionar contra o movimento LGBT+ e em favor do governo Jair Bolsonaro (sem partido),afirmou, em entrevista a revista Época, que a agressão sofrida, no último domingo (15/12), não foi motivada por homofobia.

“Ele assediou minha namorada. Disse palavras de baixo calão pra mim. Me chamou de sapatão. Me provocou dizendo (repetidas vezes): Você não é homem? Você é muito macho?”, disse a youtuber. No entanto, segundo Keller, qualquer pessoa corre o risco de ser agredida, independente de sua orientação sexual. “Ele teve sim uma atitude homofóbica. Mas não bateu em mim somente por isso. Tenho certeza que ele faria o mesmo com outra mulher (que não fosse gay) ou até mesmo outro homem”, ponderou.

À policial civil, Suellen Silva dos Santos, namorada de Karol, disse que as duas estavam andando na praia quando o supervisor de manutenção Alexandre da Silva, de 42 anos, se referiu a Karol como “ele” em tom provocativo. Suellen conta que ambas ignoraram inicialmente e, em momento posterior, Karol disse que iria ao banheiro, quando Alexandre teria sugerido que ela “fosse atrás do quiosque, pois homem não precisa usar o vaso sanitário”. “Está fazendo o quê com isso? Isso é um homem?”, teria questionado Alexandre antes das agressões começarem.

Para a delegada Adriana Belém, do 16ª DP, trata-se de um típico caso de homofobia. “Um caso típico de homofobia sem ligação com a militância da vítima. De acordo com os depoimentos, os agressores chamavam a Karol Eller o tempo todo de sapatão e demonstravam claramente preconceito. Já requisitamos os exames de corpo de delito de todos os envolvidos e vamos fazer diligências para localizarmos câmeras que possam ter flagrado a confusão a possíveis testemunhas do fato”, afirmou Adriana.

A Polícia Civil investiga como homofobia as agressões sofridas por Karol Eller. O caso foi registrado como lesão corporal e injúria por preconceito na 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!