Rapaz é agredido com pedaço de pau cheio de pregos após beijar namorado em terminal de SP

Um casal gay foi agredido com um pau cheio de pregos enferrujados, por um vendedor ambulante no domingo (12/01), no Terminal Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, por se beijarem enquanto esperavam um ônibus voltando de uma festa.

De acordo com o relatado no Boletim de Ocorrência, ao ver o beijo do casal Lucas Trindade, de 24 anos, e Caio Costa Souza, de 19 anos, o agressor se manifestou ofendido, dizendo que o ato estava desrespeitando os passageiros da fila. As duas vítimas discutiram como o homem, que deixou o local fazendo ameaças de morte. O homem, ainda segundo o boletim, levantou fazendo sinal de arma com as mãos e dizendo: “Vocês são veados e merecem morrer.” Minutos depois, o homem retornou com uma madeira cheia de pregos, desferindo um golpe no abdômen de Lucas.

“Lutei kung fu por quinze anos, então assim que ele me acertou eu consegui desarmar ele”, relatou Lucas, ao portal Universa. “Não faço ideia de onde ele tirou a madeira, não tinha nada de madeira ali”. Segundo o relato da vítima, os fiscais do terminal viram a confusão, mas não chamaram a segurança e não tomaram qualquer tipo de providência. “Não me perguntaram se eu precisava de nada, se eu precisava de uma ambulância. Eu, que fui agredido, que estava sangrando. O próprio terminal não deu respaldo algum, precisei ir ao hospital por conta própria”, lamentou. Após a agressão, o ambulante foi embora.

Lucas foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Santo Eduardo, na cidade de Embu Das Artes, na Grande São Paulo. Lá ele recebeu ajuda e foi liberado. O casal registrou a agressão nessa segunda-feira (13/01) na Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), vinculada à Divisão de Proteção à Pessoa do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

O caso foi registrado como lesão corporal e preconceito de raça ou de cor (de acordo com resolução do Supremo Tribunal Federal (STF), atos homofóbicos poderão ser enquadradas no crime de racismo).

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!