Rapaz denuncia motorista de aplicativo por homofobia: “Gay não entra no meu carro”

Um fisioterapeuta de 26 anos denunciou à Polícia Civil um motorista de aplicativo por homofobia, em Campo Grande, na noite de sexta-feira (07/02). Célio Moreira de Andrade Júnior, conta que ao sair do serviço, pediu uma corrida e quando o veículo chegou o condutor já perguntou sobre a sexualidade de Célio.

“Ele perguntou: você é gay? Eu disse que era e ele então falou: ‘não carrego gay no meu carro'”, conta o rapaz. “Eu perguntei: você sabia que isso é homofobia? Ele só ergueu o vidro do carro e foi embora”, lembrou. Célio entrou em contato com a empresa responsável pelo aplicativo e denunciou o caso, sendo orientado a procurar a polícia. A empresa disse ainda que iria tomar medidas cabíveis contra o motorista.

“Nunca imaginei que eu fosse passar por uma situação dessa”, lamentou Célio. A empresa que presta o serviço afirmou que recebeu o relato do rapaz e que o motorista foi suspenso. Disse ainda que está disposta a colaborar com as investigações da polícia, que repudia qualquer tipo de discriminação na plataforma e que tem política de tolerância zero em relação a isso.

Desde junho de 2019, a homofobia é crime no Brasil, punido através da Lei de Racismo (7716/89). A lei prevê os crimes de “praticar, induzir ou incitar os crimes de discriminação ou preconceito por “raça, cor, etnia, religião e procedência nacional”. O racismo é um crime inafiançável e imprescritível e pode ser punido com um a cinco anos de prisão e, em alguns casos, multa.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!