Após ser espancada e ficar paraplégica, transexual Cibelly começa a dar os primeiros passos

Foto: Reprodução/Instagram

Quem lembra do caso Cibelly, travesti que foi brutalmente agredida por sete homens, em Belo Horizonte, no carnaval deste ano?! Pois bem! De volta para a casa dos pais em Belém, sua cidade natal, Cibelly começou a apresentar melhoras em sua recuperação, cinco meses após o crime.

Em vídeo feito por sua família e divulgado pelo Razões para Acreditar, ela aparece se levantando da cadeira de rodas sozinha, agarrada a grade do portão de sua casa, enquanto observa o movimento da rua. Uma vaquinha online ajudou Cibelly, que ficou paraplégica e perdeu parte do crânio, a fala e os movimentos do lado direito em decorrência das agressões. Graças a iniciativa, mais de R$100 mil foram arrecadados.

Até agora nenhum dos agressores foi preso. A Polícia Civil também afirma que “diversas pessoas foram chamadas a prestar informações, mas ainda não há testemunhas do fato e que ‘muitos preferem não se envolver e não prestar nenhum tipo de cooperação com a PCMG'”. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Racismo Xenofobia LGBTfobia e Intolerâncias Correlatas.

Confira

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Cibely deu os primeiros passos sozinha 🤧💜 ⠀ A travesti que foi agredida por 7 homens no carnaval está se recuperando em casa. Com o valor de R$101.606,70 arrecadado em nossa vaquinha, a família fará todo o tratamento necessário. "Já iniciou as sessões de fisioterapia diariamente, já deu os primeiros passos sozinha e já levanta os braços. Será contratado fonaudiólogo e oftalmologista, também será feita uma reforma no quarto colocando ar condicionado e melhorando a locomoção", contou Robherio do @movimentolutecomoele que inclusive criou um abaixo assinado para que os criminosos sejam punidos.⠀ ⠀ Estamos na torcida pela sua recuperação, Cibelly!⠀ ⠀⠀⠀ Vídeo: @movimentolutecomoele ⠀ #voaa #vaquinhadorazoes #razoesparaacreditar

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AS SEQUELAS DA TRANSFOBIA Vítima de transfobia, Cibelly Pamela, conhecida como Cibelly do Pará, foi brutalmente espancada por 7 homens em fevereiro deste ano, durante o Carnaval, no centro de Belo Horizonte/MG. A paraense de apenas 29 anos carrega agora sequelas profundas. Após quatro meses internada, tendo ficado entre a vida e a morte, Cibelly ontem 16 voltou para sua residência, em Belém do Pará, onde à partir de agora ficará sob os cuidados da família. As passagens aéreas tanto de Cibely quanto do pai, Douglas do Santos, foram custeadas pela @OngtransVest A TRANSFOBIA Os agressores a insultaram chamando-a de “traveco”, “demônio”, falavam “vira homem”. Ninguém a ajudou, ela tentou se defender às agressões gratuitas sozinha. A violência dos transfóbicos foi tamanha que Cibelly ficou sem uma parte do crânio, paraplégica e sem voz. Quebram-lhe vários dentes. Ela passou por cirurgia para afundamento de crânio e traqueostomia. QUEREMOS JUSTIÇA! Que haja uma investigação séria pelo o que aconteceu à Cibelly! Esses criminosos precisam pagar pelo o que fizeram a ela! Violência contra transexuais – Levantamento da organização não governamental Transgender Europe aponta que o Brasil, em números absolutos, é o país que mais registra assassinatos de transexuais no mundo. Foi por pouco que Cibelly nao entrou para essa triste estatística. Que se faça justiça por ela e que nenhuma outra pessoa venha a morrer ou carregar sequelas como essas! Afirma Robherio Limma, que em nome do movimento lute como ele criou um abaixo assinado e que voce aí pode assinar virtualmente (http://chng.it/ZPj9C22xG8) pressionando para que a justiça por meio dos poderes e das autoridades seja feita e os criminosos sejam punidos! Assine essa petição, não se cale diante dessa barbaridade, diz ele.📝

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!