“Ninguém se chocou com o que estava acontecendo”, conta jovem agredido por religiosa em rodoviária

Reprodução: Twitter

Vítima de homofobia no último domingo (28/06), por parte de uma mulher de 42 anos que se dizia “serva de Deus”, o agente de viagens João Victor da Silva contou um pouco mais sobre o episódio, que aconteceu justamente no dia do Orgulho LGBTQ+.

Em entrevista ao Carta Capital, a vítima, agente de bilheteria na empresa Verde Transporte, conta que decidiu correr para frente da agência para procurar ajuda. “Pensei: as pessoas vão me ajudar e acabou que ninguém me ajudou. Ninguém se chocou com o que estava acontecendo. Todo mundo com o celular na mão, todo mundo queria ter o melhor ângulo, o melhor vídeo para postar”, revelou.

“Fui desencorajado por alguns policiais de prosseguir com aquilo (processo) pelo fato da mulher ter problemas mentais. Naquele momento eu pensei: eu passei por tudo aquilo e eu não vou ver justiça nenhuma? Aí me falaram que eu teria apoio acionando a justiça. E ai comecei a me sentir mais confortável. No começo, eu achei que não seria amparado. Tinha medo de dar em nada”, afirmou João.

Ainda segundo o rapaz, ele recebeu total apoio psicológico e jurídico da empresa em que trabalha. “Achei que ela seria responsabilizada pelo acontecido. Estou com medo de ter uma recaída, porque fico pensando isso toda hora, de que eu estou fazendo mal para todo mundo. Estou tentando manter minha sanidade mental”.

Por conta do ataque, João conta que passou a sentir medo de sair de casa. “Estou com medo de sair de casa. Mas sei que se eu ficar com isso na cabeça eu não vou viver mais, vou ficar acuado. Vou ter que enfrentar”, conta. Ainda de acordo com a publicação, a vítima até então não era assumido para todos de seu trabalho, pois sempre foi muito reservado. Com o ocorrido, João foi exposto para seus amigos e familiares, mas conta que foi acolhido por todos. Esperamos que a justiça seja feita!

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!