Ao assumir ser lésbica, jovem é espancada e mantida em cárcere privado pelo próprio pai

A Delegacia de Proteção aos Direitos Humanos e Repressão às Condutas Discriminatórias de Teresina (PI) abriu inquérito nessa quinta-feira (15), para apurar uma denúncia de cárcere privado envolvendo uma estudante de 19 anos. A jovem, que preferiu manter o anonimato, foi resgatada da residência dos pais e contou que ficou 27 dias presa após revelar ser homossexual.

Desde o dia 19 de dezembro, o pai a manteve presa dentro de casa durante 28 dias, agredia a jovem constantemente com socos e pontapés. “Me prenderam e me bateram. Dizia que iria me matar se eu não seguisse a vida ‘certa’, a de ser hétero”, declarou ela. Após descobrir o que estava acontece, a namorada da jovem, de 18 anos, resolveu acionar a polícia. Assim que libertada pelos policiais, ela registrou um boletim de ocorrência. De acordo com Carmen Ribeiro, coordenadora geral do Grupo Matizes, este é o primeiro caso de cárcere privado e tortura registrado pelo grupo que luta em defesa dos direitos LGBT.

Ela foi encaminhada para o Grupo Matizes, entidade que defende os direitos LGBT e foi levada à Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social (Semtcas) para que seja providenciado um local onde possa ficar. O delegado informou ainda que na segunda-feira e no máximo até terça-feira, os pais irão prestar depoimentos.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!