Jovem transexual alega ter sido agredida por policiais no Rio de Janeiro

A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS-RIO) vai receber nesta quarta-feira (02/08) a denúncia da transexual Amanda Castro, que acusa policiais militares de agressão. O caso ocorreu no último dia 26, em um ponto de ônibus da Avenida Brasil, na altura da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Amanda é estagiária do “Trans+Respeito” programa que busca inserção no mercado formal de trabalho e acesso a educação para pessoas trans, iniciativa da Prefeitura do Rio. De acordo com relato da vítima, ela foi obrigada abrir a blusa e mostrar os seios, além de tirar a calça na rua.

Segundo Amanda, mesmo tendo o nome social retificado na certidão de nascimento, ela foi tratada o tempo todo pelos policiais pelo gênero masculino, de forma humilhante e debochada. A estagiária conta que também não conseguiu concluir o registro de ocorrência contra os PMs na 37ª DP (Ilha do Governador) por que, de acordo com o delegado de plantão, faltavam provas e testemunhas.

“Ela foi humilhada e sua dignidade ferida, e, pior, de onde deveríamos esperar amparo e respeito. O Brasil é o país que mais mata transexuais e contraditoriamente é o lugar no mundo que mais se consome pornografia trans”, afirmou Nélio Georgini, Coordenador da Diversidade Sexual. A vítima também vai contar com o apoio do Programa Rio Sem Homofobia, do governo estadual.

Felipe Sousa

Ariano e carioca, Felipe tem 31 anos e há mais de 10 é redator do Pheeno. Apaixonado por explorar a comunicação no cenário dinâmico das redes sociais, ele se dedica a criar conteúdos que refletem a diversidade e a vitalidade da comunidade LGBTQIAPN+. Entre uma notícia e outra, Felipe reserva tempo para aproveitar o melhor da vida diurna e noturna carioca, onde encontra inspiração e conexão com sua cidade.

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