O Grindr anunciou nesta segunda-feira (01/06) que finalmente irá retirar os filtros étnicos das configurações de busca do aplicativo. Na próxima atualização, a plataforma, que há muito tempo vem sendo criticado pela função, não terá mais a opção de filtrar possíveis interesses pela etnia.
A decisão foi tomada em solidariedade aos protestos que ocorrem nos Estados Unidos em resposta ao assassinato de George Floyd, homem negro morto asfixiado após um policial branco pressionar o joelho em seu pescoço, em Minneapolis. O filtro de etnia permitia que usuários indicassem que tipo de perfil mais os interessava. Mesmo após campanhas contra o racismo, em 2018, Landen Zumwalt afirmou ao jornal britânico ‘The Guardian’, que ainda não estavam prontos para retirar a função e que o filtro poderia ajudar as minorias a se conectarem entre si.
“Nós nos posicionamos em solidariedade ao movimento #BlackLivesMatter e às centenas de milhares de pessoas queer e negras que logam em nosso aplicativo todos os dias. Nós não ficaremos em silêncio nem seremos inativos”, diz o anúncio feito no Twitter do Grindr. Apesar da remoção do filtro, os usuários ainda podem encontrar preferências em perfis. Já que o Grindr trabalha com um algoritmo que tende a personalizar o feed de acordo com as escolhas de interação anteriores no app.
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