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Ativista trans denuncia jornalista da Band por discurso de ódio ao vivo contra famílias formadas por LGBTs

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Natasha Ferreira, ativista pelos direitos da comunidade LGBTQ+, denunciou o jornalista Milton Cardoso ao Ministério Público por crime de homofobia. Durante o programa “Live News” do dia 17 de outubro, exibido pela Band no Rio Grande do Sul, o jornalista afirmou que famílias formadas por homossexuais não são famílias.

Durante entrevista com Cinara Vianna Dutra Braga, promotora de Infância e Juventude, sobre o processo de adoção no Estado, Milton deu um show de preconceito ao vivo. “A senhora me desculpa, porque aí não é família. É o meu ponto de vista. Homem com homem, mulher com mulher não é a história… Pera aí um pouquinho. O Supremo Tribunal Federal, numa decisão irresponsável, homoafetividade… Resolveu, enfim. Quem é que procria? Que que é a família? O que é o homem, a mulher, a família, constituição da família? Dois homens, duas mulheres juntas criar uma criar uma criança, pegar uma criança de 1 ano, de dois nos?”, disse ele.

“É meu ponto de vista. Não é gostar. É que isso não existe. Claro que não. Eu te provo, pode pegar psiquiatras, psicólogos, pessoas assim altamente preparadas e qualificadas no planeta. E quem tá falando, sabe quem tá falando disso?”, questiona Milton, que usa o filho homossexual para tentar justificar o seu preconceito disfarçado de opinião. “Quem tá falando isso é pai de homossexual. Eu tenho um filho homossexual. Eu tô falando que não tem como você formar uma criança… Dois homens ou duas mulheres. Ou é família… Não tem como“.

O telespectador vai dizer que eu sou um louco, não tem problema nenhum. Eu quero resgatar os valores de família e não é por aí. Não é por aí que nós vamos resgatar valores de família. Não. O politicamente correto não. Ladeira abaixo”, conclui. Na representação encaminhada ao MP, a ativista pede que Milton Cardoso seja processado criminalmente por homofobia, conforme a lei 7.716/1989.

Não vamos assistir caladas ao discurso de ódio sendo proferido em rede de televisão. Quem deseja ser LGBTfóbico precisa entender que suas atitudes terão consequências, já que após a decisão do STF a LGBTfobia passou a ser um crime no Brasil“, disse Natasha ao portal Sul 21.

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