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Pesquisador acusa Grindr de permitir que usuários racistas continuem no aplicativo mesmo após denuncias

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Na esteira do movimento Black Lives Matter no início deste ano, o Grindr anunciou que removeria seu filtro de etnia. No entanto, usuários do aplicativo afirmam que o racismo é muito mais profundo do que apenas a remoção do filtro.

Segundo o pesquisador Gene Lim, que atualmente está concluindo um PhD na Monash University em Melbourne, na Austrália, o racismo é desenfreado no aplicativo e muitas das vezes os usuários enfrentam “nenhuma consequência” por conta disso. “A primeira coisa que você começa a perceber é que muitas pessoas não acham os asiáticos atraentes e isso afeta diretamente sua autoestima”, disse ele, que é asiático, em entrevista a BBC.

As diretrizes da comunidade do Grindr proíbem explicitamente o abuso racial e a discriminação. Mas Lim garante que comportamentos racistas não dão em nada na rede social: “Eu sei de casos em que alguém foi denunciado por racismo ou até mesmo por outros crimes, eles não receberam sequer um alerta do aplicativo”, disse ele. “O Grindr nunca é incentivado a reprimir esses indivíduos. Eles apenas tomam medidas imediatas contra pessoas que tentam usar sua plataforma para anunciar serviços pagos”.

Vale ressaltar que, após diversas críticas, o Grindr anunciou em junho deste ano que removeria seu filtro de etnia, que permitia aos usuários pesquisar por pessoas de certas origens. “Você é livre para expressar suas preferências, mas preferimos ouvir sobre o que você gosta, não o que não curte. Se vir alguém quebrando as regras, denuncie… e nós aceitaremos de lá“, afirmou o aplicativo na época.

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