Alessandra Maestrini fala sobre quando escondia bissexualidade: “Eu me sentia ridícula”

Sete anos depois de assumir sua bissexualidade para a revista ‘Caras‘ em 2014, Alessandra Maestrini revelou o que mudou desde que decidiu falar publicamente sobre a sua orientação sexual. Em entrevista ao UOL, a atriz pontuou que, enquanto não se assumia, se considerava hipócrita por pregar um discurso e viver outro.

Posso ser mais eu. Não tenho que perder tempo me desviando. A gente perde muita energia. Precisa dar uma entrevista e tem que ficar procurando pronome. Vira uma pessoa chata. Uma pessoa sem passado, sem história. Fica difícil dar opinião“, afirma. Ela lembra que precisava mentir nas entrevistas para não revelar a orientação sexual e, quando lia, não se reconhecia. “Quando fui dar a entrevista, tinha que mentir para responder sobre coisas banais, omitir ou desviar tanto que sentia como se estivesse em um esqui na neve. Quando acabou, pensei: ‘Quem deu essa entrevista? Porque não sou eu. Não conheço essa pessoa“, conta.

Eu me senti ridícula! Na posição de querer me esconder, acreditando que contar a minha sexualidade seria me expor, e não me expressar, falei: ‘Acho que eles?’. E pensei, ‘acho que eles’ está puxado, Alessandra. Que ridícula você!“, afirmou a atriz. Hoje, ela garante que sente orgulho de quem é. “Eu tomava essa postura porque tinha acreditado no mindset [mentalidade] de que ser assim é ser elegante, de não expor a intimidade? E não tem nada a ver com elegância. Para ser inteiro, você tem que poder ser. E se expressar não é se expor. Não sou um defeito por ser diferente do outro. [Se assumir] Foi maravilhoso para criar, para fazer os personagens com mais liberdade“.

Eu estava vestindo a camisa do opressor. Se eu não me assumo e prego um discurso ‘acho que eles têm que ser felizes’… Que hipocrisia! É como se eu dissesse, não tenho problema com você, mas seja escondido. O que quer dizer isso? Seja com vergonha, seja sem energia, seja sem se amar, seja sem se celebrar”, concluiu.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!