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“Não me sentia parte da comunidade, embora tivesse sempre muita empatia”, desabafa Gianecchini

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Estreia na próxima quinta-feira (09/03), no Teatro Vivo, em São Paulo, a peça “A Herança”. De autoria do dramaturgo estadunidense Matthew López, a peça narra a história de várias gerações de homens gays desde o surgimento do HIV/Aids. Reynaldo Gianecchini, Bruno Fagundes e mais dez atores estrelam a produção, que conta com 89 cenas e cinco horas e meia de duração.

Em entrevista ao jornal O Globo, Gianecchini contou que, após ter tido contato com texto da peça, entendeu a importância de pertencimento à comunidade LGBTQIA+. “Pra mim, era necessário adentrar esse mundo, pela primeira vez, de lupa”, ressaltou o ator. “Nunca frequentei bar e baladas gay. Não me sentia parte da comunidade, embora tivesse sempre muita empatia. Agora entendo importância de se agrupar pra lutar pela própria existência. E de se colocar na frente o lado humano, para além da parada sexual”, acrescentou Gianecchini.

Já para o ator Bruno Fagundes, a obra o encorajou a falar publicamente sobre a sua sexualidade. “A peça me inspirou a falar publicamente sobre minha identidade sexual e a entrar um profissional diferente nos ensaios da produção brasileira“, contou o ator. “Este projeto também me fez pensar no que eu, aos 33 anos, posso fazer para a geração LGBT que vem depois da minha. O que quero deixar, sem pretensão, de legado?” questionou ele que, recentemente, tornou publico o seu relacionamento com o tamém ator, Igor Fernandez.

Sobre a “paixão revolucionária” dos personagens Eric e Henry na peça, Bruno destaca: “É importante retratar nossa comunidade de uma maneira que não seja apenas marginal. Hoje, também estamos, e graças a tantos que lutaram antes de nós, no mainstream. Quis desmarginalizar a discussão”. As cinco horas de espetáculo parecem não ter assustado o público. Até a última sexta, segundo O Globo, a venda antecipada de ingressos já havia ocupado o equivalente a seis apresentações no Teatro Vivo.

Em “A Herança”, Eric (Bruno Fagundes) é um jovem que vive um relacionamento conturbado com Toby (Rafael Primot), um dramaturgo deslumbrado com a fama. Prestes a ser despejado de um apartamento em Nova York, Eric se envolve com Henry (Reynaldo Gianecchini) e Walter (Marco Antônio Pâmio), um casal mais velho que viveu as dores da epidemia de aids nos anos 80 e 90.

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