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No país onde mais se mata LGBTs, aplicativo com “botão do perigo” se torna útil na vida dessa população

Já tendo sido referência internacional, em 2003, através do Programa Brasil sem Homofobia, o primeiro programa de governo de políticas públicas para a população LGBTQIAP+, agora vive novamente dias de terror quanto à segurança e inclusão dessas pessoas em diversas esferas da sociedade.

O relatório produzido pelo Observatório de Mortes e Violências contra LGBTQIAP+ chama atenção para o fato de que, principalmente as mulheres trans, são mais afetadas, para não utilizar a palavra hostilizadas, nos mais variados ambientes. A rejeição, desde a escola até o mercado de trabalho, tem tornado cada vez mais necessário que a sociedade civil e a iniciativa privada se envolvam nessas questões a fim de oportunizar que essas pessoas sejam mais e melhor inseridas em todas as esferas. Foi pensando neste problema, que uma empresa de tecnologia de São Paulo criou o aplicativo Somos+, uma plataforma digital que conta com diversos recursos, como  saúde, acesso à informações de impacto social, direito, oportunidades no mercado de trabalho e principalmente a segurança.

“Sabíamos que precisávamos ir um pouco além na questão de auxiliar na segurança dos usuários do aplicativo. Na hora que uma pessoa LGBTQIAP+ está em perigo, a quem pode pedir ajuda? E se não tiver como pedir ajuda?”, questiona Pity Sehbe, fundadora do Somos+. O aplicativo desenvolveu um “botão do perigo” onde, se pressionado por três segundos, o sistema envia um pedido de socorro a 3 contatos de confiança cadastrados pelo usuário, sendo enviado também, junto com o pedido de ajuda, a geolocalização precisa da pessoa em perigo, para que um de seus contatos possam pedir ajuda fazendo o menor alarde possível.

A empresa de tecnologia se inspirou no “botão de emergência” da Uber. Segundo informações da Polícia Militar do Estado de São Paulo, somente entre maio e julho (período de testes), o serviço 190 recebeu 32 chamadas de carros de aplicativo. Isso demonstra que o usuário se sente muito mais confiante em solicitar socorro sem fazer alarde, visto que a reação do ofensor é sempre inesperada. Embora o Somos+ não tenha integração direta com os serviços de emergência, os familiares ou amigos que recebem o pedido de socorro podem acionar esses serviços e evitar que pessoas LGBTQIAP+ continue sofrendo a violência em decorrência da discriminação sexual do Brasil.

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Felipe Sousa

Ariano e carioca, Felipe tem 31 anos e há mais de 10 é redator do Pheeno. Apaixonado por explorar a comunicação no cenário dinâmico das redes sociais, ele se dedica a criar conteúdos que refletem a diversidade e a vitalidade da comunidade LGBTQIAPN+. Entre uma notícia e outra, Felipe reserva tempo para aproveitar o melhor da vida diurna e noturna carioca, onde encontra inspiração e conexão com sua cidade.

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