Mulher que atacou casal gay em padaria de São Paulo pode pegar até 10 anos de prisão

O Ministério Público de São Paulo denunciou por injúria racial, lesão corporal, ameaça e vias de fato, Jaqueline Santos Ludovico e a amiga dela, Laura Athanassakis Jordão, acusadas de cometerem homofobia dentro de uma padaria no bairro Santa Cecília, na região central da capital, contra Adrian Filho e Rafael Gonzaga. O caso, que aconteceu em fevereiro deste ano, foi gravado pelas vítimas.

No vídeo, é possível ver uma das acusadas dizer que “os valores estão sendo invertidos”: “Eu sou de família tradicional e tenho educação, diferente dessa p****”. O vídeo também mostra o momento em que Jaqueline parte para cima do casal. Um dos rapazes fica com o nariz sangrando. Depois, a mulher foi contida e passou a agredi-los com termos homofóbicos, como “veados”. Em determinado momento, ela atirou um cone contra os dois. “Sou mais mulher do que você. Eu sou mais macho que você”, diz. “Tirei sangue seu, foi pouco”, fala, na sequência.

Na época dos fatos, a defesa de Jaqueline afirmou que ela estava em “situação de vulnerabilidade” e que “há duas versões para a história”. Disse ainda que ela estava sofrendo “linchamento virtual”. O MP, na denúncia, considerou que Jaqueline também cometeu lesão corporal, ameaça e vias de fato. Por isso, caso seja condenada, pode ser condenada a penas de até 12 anos. Para Laura, o máximo é 10 anos.

“Espera-se que o presente caso, que ganhou atenção midiática, sirva de lição pedagógica a todos os homotransfóbicos ainda existentes: LTGBTfobia é crime e não tem qualquer lugar na sociedade democrática brasileira”, afirmou o advogado de Adrian Filho e Rafael Gonzaga.

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Felipe Sousa

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!

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