Barraqueiros negam homofobia e cobrança abusiva após agressão contra casal gay em Porto de Galinhas

O episódio de agressões contra um casal de turistas em Porto de Galinhas, ocorrido no último sábado (27), continua gerando repercussão. Em postagem recente no Instagram, alguns dos barraqueiros envolvidos na confusão negaram que houve cobrança abusiva ou motivação homofóbica no caso. Segundo eles, os valores cobrados pelo uso de cadeiras na praia estavam dentro do combinado e os turistas estariam embriagados no momento da discussão.

No vídeo publicado pelo influenciador Marcio Henrique nesta segunda-feira (29), aparecem onze comerciantes que relatam versões divergentes sobre o incidente. Um dos vendedores, identificado apenas como Dinho, afirmou ter sido agredido pelos turistas após eles se recusarem a pagar R$ 80 pelo aluguel das cadeiras. “Ele me agrediu, deu um mata-leão em mim. Primeiro, ele bateu no cardápio, depois eu empurrei”, disse. As vítimas, Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, naturais de Mato Grosso, registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Alguns barraqueiros também detalharam episódios de desentendimento que não teriam relação com homofobia. Vera, uma das comerciantes, contou que um dos turistas se incomodou com outras pessoas sentadas à sua frente e chegou a mudar de cadeira, gerando atrito. Outro vendedor reforçou que o público LGBTQ+ é muito bem-vindo nas praias da região, negando qualquer motivação discriminatória. “Infelizmente, eles quiseram criar um cunho de homofobia. Não houve isso. A gente adora o público homossexual, é o público que gasta e consome”, declarou.

A Associação dos Barraqueiros de Porto de Galinhas se manifestou por meio de nota, afirmando que atua como órgão de representatividade da categoria e não como julgador dos casos. A entidade disse que aguardará o desfecho das investigações das autoridades para se pronunciar sobre o ocorrido e repudiou “veementemente todo tipo de violência por parte de qualquer pessoa e/ou categoria que seja”. Até o momento, 14 pessoas envolvidas nas agressões já foram identificadas pelo governo do estado.

Felipe Sousa

Ariano e carioca, Felipe tem 31 anos e há mais de 10 é redator do Pheeno. Apaixonado por explorar a comunicação no cenário dinâmico das redes sociais, ele se dedica a criar conteúdos que refletem a diversidade e a vitalidade da comunidade LGBTQIAPN+. Entre uma notícia e outra, Felipe reserva tempo para aproveitar o melhor da vida diurna e noturna carioca, onde encontra inspiração e conexão com sua cidade.

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