Erika Hilton propõe reconhecimento do pajubá como Patrimônio Imaterial da cultura brasileira

No Mês da Visibilidade Trans, uma iniciativa histórica busca reconhecer oficialmente uma das expressões mais potentes da cultura LGBTQIAPN+ brasileira. Em parceria com a Antra, a deputada federal Erika Hilton propôs o reconhecimento do pajubá como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, destacando a importância do dialeto como ferramenta de resistência, identidade e sobrevivência de pessoas trans e travestis ao longo da história.

Neste Mês da Visibilidade Trans, em parceria com a @Antra.Oficial, estou propondo o reconhecimento do Pajubá como Patrimônio Imaterial da cultura do nosso país”, declarou a deputada em publicação nas redes sociais. A proposta lança luz sobre uma linguagem construída coletivamente por corpos historicamente marginalizados, que encontraram no pajubá uma forma de comunicação, proteção e pertencimento em contextos de violência, exclusão e apagamento social.

Erika também ressaltou a profundidade histórica e cultural do dialeto, que carrega influências da ancestralidade africana e das religiões de matriz africana. “Há décadas, o dialeto influenciado pela nossa ancestralidade, que surge como meio de resistência, se desenvolve pelas bocas das pessoas trans, travestis e LGBTQIA+ como um todo”, afirmou. O pajubá, hoje amplamente difundido na cultura popular, segue sendo um marcador de identidade e memória coletiva.

Ao concluir, a deputada reforçou o caráter político do reconhecimento. “Hoje, o Pajubá influencia a própria língua portuguesa e está cada dia mais presente em diálogos comuns, de pessoas que sequer fazem ideia da história dos termos que usam. E reconhecer o Pajubá como Patrimônio Imaterial é reconhecer a sua importância enquanto mecanismo de sobrevivência. É reconhecer as pessoas trans e LGBTQIA+ como pessoas de direitos, e de culturas”, concluiu Erika.

Felipe Sousa

Ariano e carioca, Felipe tem 31 anos e há mais de 10 é redator do Pheeno. Apaixonado por explorar a comunicação no cenário dinâmico das redes sociais, ele se dedica a criar conteúdos que refletem a diversidade e a vitalidade da comunidade LGBTQIAPN+. Entre uma notícia e outra, Felipe reserva tempo para aproveitar o melhor da vida diurna e noturna carioca, onde encontra inspiração e conexão com sua cidade.

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