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“Brasileirinha”: Frimes transforma a música brasileira em pop autoral com álbum de estreia

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Frimes não está interessada em apenas lançar um álbum: ela quer marcar território. Em Brasileirinha, seu primeiro trabalho de estúdio, a drag artista transforma referências da música nacional em matéria-prima para um pop autoral, provocador e urbano, onde tradição e subversão caminham juntas. O disco chega como um retrato da sua identidade criativa — múltipla, debochada e profundamente conectada às camadas da cultura brasileira.

Com 10 faixas no total, sendo nove inéditas e a já conhecida “Prosty”, o álbum constrói um percurso por diferentes referências musicais do país, que surgem filtradas pelo olhar urbano e autoral de Frimes. Não é uma revisita literal a gêneros, mas uma reinterpretação que mistura brasilidade, ironia e sensualidade, transformando tudo em linguagem própria. A proposta é brincar com o que é reconhecível e subverter expectativas na mesma batida.

“Prosty”, que já circulava entre fãs, ganha agora um novo peso dentro do conjunto da obra, funcionando como ponto de transição entre a Frimes que o público já conhecia e a artista que se apresenta em expansão. O álbum também prepara terreno para “Monalisa”, próximo single do projeto, que chega acompanhado de clipe dirigido pelo maranhense Lucas Sá, lançado junto com o disco no dia 5 de março. No vídeo, Frimes encarna uma versão drag da famosa pintura de Leonardo da Vinci, em chave cômica e provocadora.

Com Brasileirinha, Frimes oficializa sua entrada na era de álbuns e reafirma sua originalidade dentro da nova cena pop brasileira. O trabalho costura identidade, potência criativa e experimentação, apontando para uma artista que não está interessada apenas em revisitar a brasilidade, mas em reinventá-la à sua maneira — do íntimo ao performático, sempre com produção refinada e visão clara de quem ela é e do que quer dizer.

Confira a capa e contracapa do álbum