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Grindr muda regras no Brasil e passa a pedir verificação de idade para acessar o app a partir desta sexta-feira

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A partir desta sexta-feira (20), o Grindr passa a exigir verificação de idade para quem usa o aplicativo no Brasil. A mudança afeta tanto novos cadastros quanto perfis já existentes e atende a uma nova determinação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA), que obriga plataformas voltadas ao público adulto a adotarem mecanismos capazes de impedir o acesso de menores de 18 anos aos seus serviços. Com isso, quem abrir o app em território brasileiro só conseguirá navegar normalmente após concluir o processo.

Segundo o próprio Grindr, a confirmação da maioridade poderá ser feita por meio de um breve vídeo selfie ou pela combinação do vídeo com um documento oficial com foto. A verificação é única e fica vinculada à conta, ou seja, não será necessário repetir o procedimento futuramente. Enquanto o processo não for finalizado, o acesso ao aplicativo ficará bloqueado. A tecnologia utilizada é da empresa FaceTec, especializada em verificação biométrica, que, de acordo com a plataforma, realiza todo o processamento de forma independente para reforçar a proteção dos dados pessoais.

Para quem optar — ou for solicitado — a enviar um documento oficial junto ao vídeo, o Grindr aceita uma ampla lista de identificações válidas no Brasil, como CNH, passaporte, RG, carteiras profissionais (incluindo OAB, enfermagem e farmácia), Registro Nacional Migratório e até mesmo versões digitais de documentos oficiais. A proposta é facilitar o acesso ao processo, evitando que usuários fiquem impossibilitados de validar a idade por falta de um documento específico.

Em relação à privacidade, o app afirma que os vídeos e documentos enviados são utilizados exclusivamente para a verificação de idade, com criptografia durante o procedimento e exclusão permanente após a conclusão. O Grindr garante que não armazena imagens ou documentos, mantendo apenas o registro de que a conta passou — ou não — pela verificação e qual método foi utilizado. A exigência, por enquanto, vale apenas para quem estiver no Brasil: usuários em outros países só serão impactados caso acessem o aplicativo durante uma visita ao território brasileiro.