A TV Globo voltou a entrar no radar do Ministério Público Federal por conta do Big Brother Brasil 26. Após já ser alvo de questionamentos envolvendo provas de resistência consideradas extremas e punições rigorosas dentro do reality, a emissora agora enfrenta uma nova frente de investigação, desta vez relacionada a uma suposta declaração homofóbica feita durante o programa.
O caso envolve o ex-participante Jonas Sulzbach, que teria direcionado falas problemáticas ao influenciador Juliano Floss durante uma discussão no confinamento. Entre os termos utilizados, o modelo chamou o colega de “afetadinho” e, em outro momento, de “loirinha” — expressões apontadas como tentativas de desqualificar e estigmatizar comportamentos associados à orientação sexual ou identidade de gênero.
Diante da repercussão, a Secretaria da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação notificou a Globo na última segunda-feira (30/3), solicitando o envio de imagens e esclarecimentos sobre o episódio. A denúncia partiu de Agripino Magalhães, deputado federal suplente por São Paulo e presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAP+. O objetivo é analisar se houve prática de homofobia ou transfobia, o que pode levar à abertura de ação penal contra Jonas, caso as acusações sejam confirmadas. Jonas será chamado para prestar esclarecimentos nos próximos dias.
Caso o procedimento investigatório criminal confirme as acusações, o promotor pode ajuizar uma ação penal para responsabilizar o ex-BBB pela prática dos crimes de homofobia e transfobia. Até o momento, nem a Globo nem a assessoria de Jonas se pronunciaram oficialmente sobre o caso.










