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Deputado nega homofobia no Brasil e aponta “bibliafobia” e “igrejofobia” como problema real do país

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O deputado federal Eli Borges (PL-TO) gerou controvérsia ao usar a tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (08), para declarar que no Brasil não tem “essa história de homofobia”. Durante o discurso, o parlamentar afirmou que o país vive, na verdade, uma realidade de preconceito contra cristãos, citando o que classificou como “bibliafobia”, “igrejofobia” e “sacerdotefobia”.

A declaração ocorreu em meio a críticas do deputado ao jornalista José Carlos Magdalena, da Rádio EP FM, afiliada da Globo em Araraquara (SP), que reagiu ao vivo a um comentário homofóbico que utilizava a Bíblia como justificativa para condenar relações homoafetivas. Na ocasião, o comunicador disparou: “A Bíblia é ‘um livrinho idiota’” e completou dizendo que “a religião é um demônio que, infelizmente, está no meio social”, o que provocou forte reação de setores religiosos.

No Plenário, Eli Borges afirmou não ter “coragem” de repetir as palavras ditas pelo jornalista, mas fez questão de condenar tanto a fala quanto o que chamou de postura do Grupo Globo. “Tenho dito que, no Brasil, nós temos, de verdade, a prática da ‘bibliafobia’, da ‘igrejofobia’, da ‘sacerdotefobia’, e não essa história de homofobia”, afirmou.

O parlamentar ainda aproveitou o discurso para politizar o tema, sugerindo que ataques à religião estariam ligados a setores da esquerda. “Refiro-me mais à esquerda porque, geralmente, as pessoas que fazem esses ataques — podem ir atrás do currículo, podem ir atrás da filiação, podem ir atrás da origem — são de esquerda”, declarou.