O apresentador Ratinho voltou a se ver no centro de uma controvérsia envolvendo declarações consideradas preconceituosas. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu uma nova investigação contra o comunicador após falas exibidas no último dia 6, durante o quadro “Ratinho Livre”, no SBT.
Durante o programa, Ratinho comentou sobre a exibição de beijos entre pessoas do mesmo sexo, afirmando que se preocupa com esse tipo de cena em público e na televisão. “Quando eu vejo dois homens se beijando, já fico preocupado: ele já saiu do mercado e tirou mais um”, disse Ratinho durante bate-papo com um homem casado com sete mulheres. “É muita novela mostrando homem beijando homem, mulher beijando mulher. Não sei se incentiva isso porque, no meu tempo, que o negócio funcionava, não tinha muito isso.” Procurado pela imprensa, ele afirmou, por meio de sua assessoria, que não comenta casos judiciais. Já a emissora preferiu não se manifestar.
A nova investigação foi motivada por denúncias feitas após a repercussão das falas. O ativista LGBTQIA+ Agripino Magalhães Júnior protocolou uma queixa-crime, solicitando apuração das declarações. Além disso, a deputada federal Sâmia Bomfim também apresentou representação contra o apresentador. Segundo o MP-SP, o procedimento foi instaurado oficialmente após o recebimento das denúncias, e tanto Ratinho quanto o SBT poderão ser responsabilizados, caso fique configurada prática de homofobia.
O episódio se soma a outras polêmicas recentes envolvendo o apresentador. O MP-SP já havia aberto investigação anterior após declarações de Ratinho sobre a deputada Erika Hilton, quando ele questionou a legitimidade da parlamentar trans em presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Na ocasião, Hilton entrou com uma ação por transfobia pedindo indenização de R$ 10 milhões, além de solicitar a suspensão do programa. Em resposta, Ratinho também acionou a Justiça contra a deputada, acusando-a de calúnia e difamação.










