A jornalista Leilane Neubarth abriu o coração ao falar sobre sua vida pessoal e o relacionamento com a iluminadora Mari Pitta durante participação no podcast “Tantos Tempos”, exibido nesta segunda-feira (11). Aos 67 anos, ela refletiu sobre o processo de se reconhecer em relações com mulheres após décadas vivendo casamentos com homens e comentou o incômodo com o rótulo de “corajosa” ao tornar pública sua vivência afetiva.
Segundo Leilane, a descoberta aconteceu após o fim do casamento com o publicitário Olívio Petit, com quem foi casada entre 1986 e 2017. Ao falar sobre esse momento, ela foi direta: “Gente, primeiro que eu não sou corajosa. Quando eu descobri que eu tinha atração por mulher, que eu fui experimentar esta afeição e vi que eu gostava, eu não tinha por que me esconder”. A jornalista ainda reforçou sua autonomia ao longo da vida: “Eu pago minhas contas, eu cuido da minha vida, eu resolvo minha vida, eu sou dona do meu nariz desde que eu tinha 19 anos. Não vou viver, aos 50, escondida”.
Apesar de lidar com naturalidade com a própria sexualidade, Leilane revelou que teve uma preocupação específica antes de assumir o relacionamento: a reação dos filhos, Raphael e Bernardo. “As únicas pessoas que me preocupei foram meus filhos. Eu vinha de uma separação, um casamento de 22 anos, em uma fase triste… e eles me viram muito feliz”, contou. Ao compartilhar a novidade, a resposta foi, aos poucos, acolhedora. “Teve um dia que eu falei: ‘Mamãe vai contar porque está feliz. Estou apaixonada por uma moça’. O mais velho falou que tudo bem. O mais novo ficou um pouco assim, não queria falar. Dois dias depois, me ligou e falou: ‘Se é isso que te faz feliz, tá tudo bem para mim’”.
Hoje, a convivência familiar acontece de forma leve e integrada. “Tá tudo funcionando. Se tem amor e está todo mundo feliz… por que não?”, afirmou a jornalista, ao descrever encontros que reúnem diferentes configurações familiares. Leilane também fez questão de destacar que foi feliz em seus relacionamentos anteriores, incluindo os casamentos com Bruno Saturnino Braga e Olívio Petit. “Eu vivi metade da minha vida como heterossexual, casada. As pessoas perguntam se eu era infeliz no meu casamento. Deixa eu deixar bem claro: não, gente, eu não era infeliz. Eu gostava muito, eu amava meu marido verdadeiramente e amava minha vida”, disse, completando: “Eu não tenho nada contra homem. Só que eu não conhecia outra coisinha maravilhosa que, de repente, aos 50 anos, descobri”.










