Na denúncia, Brendo afirma que o religioso utiliza termos e argumentos historicamente associados à patologização da homossexualidade, como “homossexualismo”, além de relacionar pessoas LGBTQIA+ a conceitos como “desordem”, “depravação grave” e comportamentos contrários à chamada “lei natural”. Um dos episódios citados no documento envolve um vídeo em que Frei Gilson declara: “se a tua igreja está falando que não pode homem com homem, não pode e acabou. É a Bíblia”.
Ex-noviço e ativista, Brendo argumenta que esse tipo de discurso contribui diretamente para a manutenção do preconceito e da violência contra pessoas LGBTQIA+. Segundo ele, falas vindas de figuras religiosas com grande alcance nas redes acabam reforçando estigmas históricos e legitimando a marginalização de minorias. “As homilias e entrevistas em que trata gays como doentes e associa a homossexualidade a desvio, além de reforçar visões que colocam a mulher em posição secundária, não podem ser naturalizadas. Estamos em um país com altas taxas de feminicídio e violência contra pessoas LGBT+. Isso é inaceitável”, afirmou.
O caso agora será analisado pelo Ministério Público de São Paulo, que decidirá se haverá abertura de investigação contra o religioso. Até o momento, Frei Gilson não se pronunciou publicamente sobre a denúncia.



