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Vilarejo naturista mais famoso do mundo vira reduto de swing e muda completamente o perfil do destino

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Frequentadores antigos de Cap d’Agde, no sul da França, estão em choque com a nova realidade do destino, historicamente conhecido como o maior vilarejo naturista do mundo. O local, que antes era símbolo de um estilo de vida baseado na liberdade do corpo sem conotação sexual explícita, passou a ser dominado por práticas mais hedonistas. Em relatos recentes, visitantes afirmam que sessões de sexo a céu aberto e troca de casais têm se tornado cada vez mais comuns, alterando completamente a atmosfera do lugar.

Com uma estrutura robusta, que inclui hotéis, prédios para aluguel, casas e até camping, Cap d’Agde chega a receber cerca de 40 mil turistas na alta temporada. Segundo depoimentos publicados pelo The Sun, os swingers já representam a maioria dos frequentadores em determinadas áreas. “Desde que começamos a frequentar o vilarejo, há cerca de 30 anos, a clientela mudou drasticamente”, declarou Barbara, britânica que acompanha de perto essa transformação ao longo das décadas.

A própria Barbara aponta a origem dessa virada no perfil do público. “Isso tornou o lugar muito mais exclusivo, criando uma clara separação entre o público naturista original e a nova geração de visitantes adeptos do estilo de vida liberal”, afirmou. Hoje, ela inclusive lucra com essa nova dinâmica ao comandar um aplicativo voltado para esse nicho, promovendo conexões e eventos que ajudam a lotar os hotéis da região durante a alta temporada.

O cenário atual foi descrito de forma explícita pelo jornalista William J. Furney, que presenciou situações extremas na praia. “Uma mulher com longos cabelos grisalhos estava deitada de costas, com um homem corpulento em cima dela. A visão dos dois copulando provocou uma reação imediata, quase frenética, entre os homens igualmente nus que estavam por perto, que pareciam estar constantemente à procura de tal cena”, relatou. Ele ainda destacou o contraste com outros frequentadores: “Famílias com crianças pequenas passeavam pela beira da água, algumas parando para observar, intrigadas, a aglomeração antes de seguirem em frente”. Apesar das tensões — que começaram por volta de 2008 e incluíram até incêndios em clubes de swing —, a divisão informal de espaços amenizou os conflitos, embora a transformação de Cap d’Agde siga gerando debate entre antigos e novos visitantes.