Frankie Grande, ator, cantor e irmão da estrela pop Ariana Grande, revelou que enfrentou preconceito dentro da própria comunidade LGBTQ+ por causa de sua expressão de gênero. Em entrevista ao portal Gayety, ele contou que escrever sua autobiografia, Supergay, foi um processo decisivo para compreender as razões por trás das críticas e do ódio que diz receber de parte dos homens gays. Segundo ele, a resposta veio ao perceber que o problema estava ligado ao que chama de “femefobia” — a rejeição direcionada a homens que expressam características consideradas femininas.
Ao revisitar episódios marcantes de sua trajetória, Frankie afirmou que passou anos tentando entender por que era alvo de tantas ofensas. “Eu não entendia por que recebia tanto ódio de homens gays, e na verdade é feminofobia”, declarou. A reflexão acabou se tornando um dos temas centrais dos capítulos mais íntimos de Supergay. Em determinado momento, ele questiona: “O que há em mim que é tão assustador para os membros da nossa própria comunidade?”, destacando a dificuldade de lidar com preconceitos vindos de pessoas que, em teoria, compartilham vivências semelhantes de discriminação.
O artista também reforçou que jamais sentiu necessidade de adequar sua aparência aos padrões tradicionais de masculinidade. Pelo contrário, afirmou que gosta de explorar uma estética feminina, usando maquiagem, salto alto, glitter e roupas justas porque essas escolhas fazem parte de quem é. Frankie explicou ainda que, quando sonhava em seguir carreira na música, suas grandes referências eram mulheres como Britney Spears e Madonna. “Eu não queria ser um personagem masculino”, disse, ressaltando que sempre se identificou mais com figuras femininas do universo pop do que com modelos masculinos.
Para Frankie, a hostilidade que enfrenta está profundamente ligada ao machismo e à misoginia. Em sua avaliação, o preconceito contra homens afeminados nasce da desvalorização social do feminino. “Sou um homem que escolhe se apresentar como mulher. E por que alguém faria isso? Porque as mulheres são consideradas inferiores”, afirmou. “Sou vítima de misoginia por ser um homem com aparência feminina, o que é absurdo para mim… O ódio que sofro é mais semelhante ao ódio que as mulheres sofrem do que ao ódio que os homens gays sofrem”, finaliza ele.










