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Alusão ao assassinato dos Richthofen para divulgar conteúdo adulto gera revolta nas redes: “Monetizar um crime é cinismo”

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Mais de duas décadas depois de um dos crimes que mais chocaram o Brasil, Cristian Cravinhos voltou a ser assunto nas redes sociais, desta vez por conta de uma estratégia de divulgação de conteúdo adulto que causou indignação. Condenado pela participação no assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane von Richthofen, Cravinhos passou a produzir conteúdo 18+ depois de deixar a prisão e, nos últimos tempos, tem aparecido em gravações ao lado de produtores gays e bissexuais. A mais recente delas, feita com o polêmico criador adulto Rafa Martinz e outro produtor conhecido como Tadala, levou a história do crime novamente para o centro das críticas.

Para promover a gravação, os envolvidos compartilharam uma imagem em que Cravinhos aparece sentado em uma cama, com um dos olhos roxo, enquanto um homem segura um taco de madeira ao lado dele, como se tivesse acabado de agredi-lo. A encenação faz uma referência direta ao assassinato de Manfred e Marísia, mortos a pauladas pelos irmãos Cravinhos em 2002, com a participação de Suzane, filha do casal, que planejou e foi cúmplice do crime. A escolha da imagem revoltou internautas justamente por transformar a maneira brutal como as vítimas foram mortas em recurso para chamar atenção para uma produção pornográfica.

A repercussão também incomodou nomes do próprio mercado adulto. O ator pornô gay Samuel Hodecker publicou um longo desabafo no X (antigo Twitter) e afirmou que a situação “atravessa qualquer limite do aceitável”. “Não se trata apenas de conteúdo adulto. Trata-se de um homem condenado por um homicídio brutal usar o próprio crime como peça de divulgação”, escreveu. Segundo Samuel, o taco e o olho roxo maquiado não são apenas uma provocação, mas uma referência direta à violência que matou duas pessoas. “É deboche. É uma referência direta às pauladas que mataram duas pessoas. É falta de respeito com a família das vítimas”, afirmou.

No texto, Samuel também responsabilizou diretamente Rafa Martinz pela divulgação e pelo lucro obtido com o material, além de criticar plataformas Privacy, Instagram e X, que ajudam a impulsionar esse tipo de conteúdo. O ator afirmou ainda que a gravação se soma a outras produções de Martinz que, segundo ele, são vendidas como extremas ou reais, mas envolveriam encenação. “Monetizar um assassinato não é recomeço. É cinismo”, escreveu. Ao final, Samuel pediu que o conteúdo seja denunciado e retirado das plataformas: “Isso precisa ser denunciado. Isso precisa ser banido das plataformas. Isso precisa ser punido”.

Confira o desabafo