Em um cenário em que as redes sociais têm cada vez mais peso na formação de opinião, a influência digital também traz responsabilidades que vão além de divulgar produtos e compartilhar a rotina. Foi nesse contexto que Álvaro rebateu Yuri Meirelles após o influenciador questionar a cobrança por posicionamentos políticos de criadores de conteúdo. Ao entrar na discussão, Álvaro defendeu que quem alcança milhares ou milhões de pessoas diariamente também precisa reconhecer o impacto que sua voz pode ter, especialmente quando o assunto é o futuro do país.
Na resposta, Álvaro destacou que falar sobre política pode incentivar os seguidores a se informarem e participarem das decisões que afetam diretamente suas vidas. Ele acredita que os criadores de conteúdo têm a oportunidade de aproximar o público dessas discussões, sobretudo porque muitos seguidores não acompanham com frequência os noticiários tradicionais. “Expor seu raciocínio é ensinar as pessoas a estar cada vez mais dentro desse assunto”, escreveu. Segundo ele, essa troca pode ajudar quem ainda está indeciso a refletir sobre suas escolhas e procurar mais informações antes de votar. “Se você expõe sua opinião, ajuda aos seguidores que talvez estejam indecisos a se questionar e ir se aprofundar mais no assunto e assim decidir em quem ele vai votar”.
“Hoje em dia, nosso público são os que menos assistem televisão aberta/noticiários e acho de suma importância fazer com que os seguidores se interessem pela política, independente de lado”, argumentou Álvaro. O influenciador também reforçou que essa responsabilidade não está necessariamente ligada à defesa de um lado político específico, mas à possibilidade de estimular o interesse pelo assunto. “Existe uma responsabilidade nessa profissão”, afirmou, ao defender que quem trabalha com influência deve considerar o alcance que tem e a maneira como pode contribuir para que seus seguidores acompanhem mais de perto as questões políticas.
Álvaro reconheceu que o posicionamento político não deve ser imposto, mas questionou por que o assunto seria tratado de maneira diferente de outros aspectos que os influenciadores compartilham publicamente. “Vendemos nossa verdade para divulgar algum produto, contamos nossa intimidade, deixamos entrar na nossa casa e, na hora de acharmos o que pensa sobre política, não deveria ser diferente”, afirmou. Apesar de ressaltar que a manifestação é uma escolha individual, ele concluiu que essa decisão também passa pela consciência de cada profissional: “Mas vai de cada um, realmente não é uma obrigação e o voto é secreto, é questão de consciência pra quem vive fora dessa bolha”. Álvaro, inclusive, já deixou claro que votará em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, e usou as redes sociais para defender seu posicionamento.








