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Influenciador denuncia homofobia e tentativa de atropelamento após ser insultado por carregar bandeira do PT no Acre

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O estudante de Direito e influenciador acreano Antônio Lucas Dourado Leite, de 27 anos, conhecido nas redes sociais como Jesus Dourado, denunciou ter sido vítima de homofobia e de uma tentativa de atropelamento enquanto caminhava pela Avenida Brasil, na região central de Rio Branco, no Acre, nesta quinta-feira (22). Segundo o jovem, um motorista passou a ofendê-lo após vê-lo carregando uma bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT), associada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso foi registrado na Delegacia de Flagrantes (Defla).

De acordo com o boletim de ocorrência, os ataques começaram quando Antônio Lucas saiu do Terminal Urbano de Rio Branco e continuaram até as proximidades do Centro Empresarial da cidade. O motorista teria utilizado o termo homofóbico “baitola” para se referir ao influenciador, além de tentar atingi-lo com o veículo. Em um vídeo gravado pela vítima, o suspeito admite ter feito o insulto e justifica a ofensa pela bandeira que o jovem carregava. “Baitola, você está com a bandeira do pilantra do Lula, ladrão bandido”, afirma o homem nas imagens.

Ainda conforme o relato, o influenciador aproveitou uma parada do veículo em um semáforo vermelho para registrar a discussão e anotar a placa da caminhonete. Ele afirma que o motorista tentou atropelá-lo antes de deixar o local, após a abertura do sinal. Em declaração ao g1, Antônio Lucas lamentou a violência sofrida e relacionou o episódio à intolerância política. “Sofri uma agressão e tentativa de atropelamento por estar com a bandeira do Lula. Isso é bolsonarismo, estou muito mal”, relatou. A reportagem informou que não conseguiu contato com o motorista envolvido.

Após o episódio, Jesus Dourado procurou a delegacia e registrou um boletim de ocorrência, afirmando que pretende representar criminalmente contra o suspeito. A homofobia e a transfobia são equiparadas ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), conforme a Lei nº 7.716/1989 e o entendimento firmado pela Corte, estando sujeitas às penalidades previstas na legislação. O caso deverá ser apurado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias das agressões denunciadas e identificar o responsável.