Home Destaque MP e Polícia Civil investigam mensagens homofóbicas e xenofóbicas de alunos de...

MP e Polícia Civil investigam mensagens homofóbicas e xenofóbicas de alunos de escola particular em SP

4
crédito: Maurenilson Freire

O Ministério Público (MP) e a Polícia Civil investigam mensagens com conteúdo xenofóbico, homofóbico, político e de intolerância religiosa compartilhadas por estudantes do ensino médio de uma escola particular de Botucatu, no interior de São Paulo. As conversas, trocadas em um grupo de WhatsApp, ganharam repercussão após o conteúdo circular nas redes sociais, expondo declarações ofensivas contra diferentes grupos sociais e pessoas com posicionamentos políticos divergentes.

Entre as mensagens divulgadas, uma das participantes teria afirmado que os “baianos gostam de viver no podre, na miséria”, em uma declaração de caráter xenofóbico. Em outro trecho, uma estudante expressou abertamente sua rejeição à população LGBTQIA+, ao escrever que “gays não são bem-vindos”. O material também reúne manifestações de intolerância contra religiões de matriz africana, evidenciando a presença de discursos discriminatórios de diferentes naturezas nas conversas entre os adolescentes.

Além das declarações ofensivas, as mensagens indicam que os integrantes do grupo teriam elaborado listas para excluir e deixar de seguir estudantes e professores cujas opiniões políticas fossem diferentes das suas. As conversas também apontam para possíveis planos de prejudicar o andamento das aulas ministradas por docentes que não compartilhassem das mesmas posições ideológicas.

Em nota, o Ministério Público informou que realizou um atendimento relacionado à denúncia e que o caso está sob análise de um promotor de Justiça. A Polícia Civil, por sua vez, confirmou o registro de um boletim de ocorrência para apurar os fatos. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre eventuais medidas adotadas contra os envolvidos. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias em que as mensagens foram produzidas e compartilhadas, além de avaliar possíveis responsabilidades pelas manifestações e pelos planos relatados nas conversas.