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Mais da metade dos brasileiros LGBTs já sofreram preconceito em viagens, aponta pesquisa

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Uma pesquisa recente encomendada pela Booking.com revelou que 58% dos turistas LGBTQ+ brasileiros já sofreram algum tipo de discriminação durante viagens. O estudo faz parte de um levantamento global com mais de 11 mil viajantes LGBTQIAPN+ de 27 países e territórios, conduzido entre abril e maio deste ano. Para participar, os entrevistados deveriam ter viajado a lazer nos últimos 12 meses. No Brasil, além da vivência pessoal, os viajantes LGBTs revelaram que sempre esperam enfrentar algum tipo de comportamento discriminatório.

O estudo apontou que a discriminação pode vir de diferentes fontes. Para 49% dos entrevistados, os próprios moradores dos destinos turísticos são vistos como potenciais autores de comportamentos preconceituosos, enquanto 46% acreditam que a discriminação pode partir de outros turistas. Essas preocupações moldam as escolhas de viagem da comunidade LGBTQIAPN+, que avalia uma série de fatores antes de decidir seu próximo destino.

Entre as considerações dos turistas LGBTs, a questão financeira aparece em primeiro lugar para 82% dos viajantes, sendo o valor da acomodação o fator principal. Contudo, a aceitação da comunidade também é fundamental: 75% priorizam a possibilidade de serem autênticos e expressarem sua verdadeira identidade durante a viagem. Além disso, 67% dos viajantes consideram a legislação local sobre direitos humanos, igualdade de gênero e casamento entre pessoas do mesmo sexo ao escolher um destino.

Outro ponto de destaque da pesquisa é a experiência dentro do próprio setor de transporte. Cerca de 39% dos entrevistados demonstraram receio em se sentar ao lado de estranhos durante voos, temendo comportamentos hostis, enquanto 27% já passaram por experiências negativas. Como resultado, 52% dos turistas LGBTQIAPN+ optam por reservar seus assentos com antecedência para minimizar situações desconfortáveis. Mesmo diante dos desafios, quando o destino possui uma legislação favorável, os viajantes brasileiros se sentem mais à vontade para interagir com anfitriões e profissionais do setor de hospitalidade.