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Garoto de programa foragido é preso, acusado de extorquir mais de 50 homens em aplicativos de pegação gay

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A prisão de um garoto de programa acusado de extorquir homens em diferentes estados brasileiros voltou a chamar atenção para um tipo de crime que cresce com o uso de aplicativos de relacionamento. A Polícia Militar de São Paulo prendeu Andrez Rocha Rodrigues, que estava foragido e é investigado por aplicar golpes contra empresários e servidores públicos. Segundo a corporação, mais de 50 vítimas, espalhadas por sete estados, teriam sido alvo do suspeito, que utilizava conversas em plataformas de encontros para obter imagens íntimas e, posteriormente, chantagear os homens.

De acordo com informações divulgadas pelo programa Balanço Geral, da TV Record, Andrez exigia altas quantias em dinheiro para não divulgar o conteúdo recebido durante as conversas. Em um dos áudios obtidos pela reportagem, o suspeito aparece pressionando uma das vítimas, mesmo após já ter recebido R$ 20 mil. “Não quero ter que repetir duas ou três ou quatro vezes pra você. Estou sendo direto e reto. Você tá falando com um homem, não é com criança. Aí, se acaso, você estiver com alguma dificuldade, algum problema ou algum distúrbio mental de resolver essa situação, eu posso estar buscando algum de seus parentes e resolver da minha forma”, afirma.

As ameaças, segundo a investigação, não se limitavam às vítimas. Em outro áudio, Andrez também intimida a mãe de um dos homens que estava sendo extorquido. No momento da prisão, realizada na zona leste da capital paulista, os policiais apreenderam um notebook, 23 pen drives e um HD contendo material pornográfico, equipamentos que agora serão analisados e podem ajudar a identificar novas vítimas e aprofundar as investigações.

Esta não é a primeira vez que Andrez responde por esse tipo de crime. Em 2023, quando tinha 22 anos, ele já havia sido preso ao lado de Raphael Martins de Oliveira Silva, de 27, acusado de integrar o mesmo esquema de chantagem. As investigações apontam que a dupla escolhia preferencialmente homens com alto poder aquisitivo, explorando o receio das vítimas de terem sua intimidade exposta para familiares, colegas de trabalho ou publicamente.