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Homem que atacou casal lésbico em BH vira alvo de inquérito após denúncia de Erika Hilton

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Paulo Henrique Mariano Cordeiro, que agrediu um casal de mulheres na fila de um supermercado em Belo Horizonte, na frente do filho delas, agora é alvo de um inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais. A informação foi divulgada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), nesta segunda-feira (30/06), através de sua conta no X (antigo Twitter).

“A denúncia do meu mandato foi feita em conjunto com as vítimas, que já haviam comparecido à delegacia depois que Paulo Henrique foi liberado para voltar pra casa por policiais militares que atenderam a ocorrência no próprio supermercado, mesmo após Paulo Henrique ter admitido aos PMs os crimes que cometeu”, escreveu Erika. “É inaceitável que a PM ignore um crime em flagrante, admitido pelo próprio criminoso, a legislação e a jurisprudência vigentes”, completou.

Apesar da repercussão do caso, este não foi o primeiro episódio violento envolvendo o nome de Paulo Henrique. Segundo registros policiais obtidos pelo g1, seu histórico de agressões se estende há quase 20 anos. Em 2007, ainda adolescente, ele foi apreendido por agredir a própria tia durante uma discussão doméstica motivada por um desentendimento sobre onde guardar a bicicleta. Ele confessou aos policiais que “perdeu a paciência e passou a agredir a vítima”. Já em 2009, se envolveu em um ataque dentro de uma sauna gay no centro de Belo Horizonte. Na ocasião, um jovem de 22 anos afirmou ter sido imobilizado pelo pescoço e espancado por dois homens, entre eles Paulo Henrique.

Outros episódios de violência também marcam a trajetória do agressor. Em 2010, ele se envolveu em uma briga em um prédio da região central da capital mineira, onde quebrou o vidro da recepção e fugiu antes da chegada da polícia. Já em 2020, foi novamente denunciado por agredir um familiar após se recusar a ajudar a carregar compras. O desentendimento evoluiu rapidamente para agressões físicas, sendo necessário que outros parentes interviessem para encerrar o conflito. “Felizmente, agora o criminoso será investigado”, destacou Erika.