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RJ: Fabinho do Auê, dono do tradicional point LGBTQ+ de Volta Redonda, é encontrado morto dentro da boate

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A noite LGBTQIAPN+ de Volta Redonda amanheceu abalada nesta terça-feira (09/12). Informações preliminares divulgadas por perfis de notícias locais apontam que Fábio Fernandes, conhecido como “Fabinho do Auê”, teria sido encontrado morto dentro da própria boate, localizada no Centro da cidade. Segundo essas publicações, equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas no início da tarde, e o caso deve ser registrado na 93ª DP, responsável pela região. Ainda não há detalhes oficiais sobre as circunstâncias da morte.

A notícia gerou forte comoção entre frequentadores, artistas e antigos colaboradores do Auê, uma das casas LGBTQIAPN+ mais tradicionais do Sul Fluminense. Ao longo dos anos, Fabinho se tornou figura conhecida no circuito regional por estar sempre à frente da operação da boate, acompanhando pessoalmente festas, programações especiais e a movimentação do público jovem que marcou a história recente do espaço. Sua presença constante e o vínculo afetivo com a clientela transformaram seu nome em referência direta à identidade da casa.

O Auê, fundado há mais de 38 anos, atravessou gerações e mudanças importantes na cena noturna. O espaço começou como um ponto underground e, com o tempo, se consolidou como um dos principais redutos LGBTQIAPN+ do interior do estado. Sob a gestão de Fabinho, a boate viveu diferentes fases, passando por reformulações, novas propostas de festas e uma aproximação ainda maior com o público queer da região, sempre prezando por liberdade, acolhimento e diversidade.

A perda de uma figura tão marcante deixa um vazio profundo não só para quem frequentava o Auê, mas para toda a comunidade LGBTQIAPN+ do Sul Fluminense. Amigos, clientes e artistas têm manifestado sentimentos de tristeza e homenagens nas redes sociais, lembrando a importância de Fabinho na construção de um espaço seguro e festivo ao longo de quase quatro décadas. Novas informações devem ser divulgadas após a perícia e a conclusão do registro policial.

Ficam nossos sentimentos aos amigos, familiares e a toda comunidade que fez parte da história construída por Fábio ao longo de décadas. Que encontrem força neste momento de dor e que sua memória permaneça viva entre aqueles que conviveram com ele e celebraram o Auê como espaço de acolhimento e liberdade.